EUA confiam em Pulisic para frear sonho de Dzeko com a Bósnia na Copa do Mundo

Partida marca o primeiro encontro entre as seleções em Mundiais, com os americanos buscando consolidar sua posição no futebol e os bósnios em sua segunda participação

1 jul 2026 - 05h43

O encontro entre Estados Unidos e Bósnia-Herzegovina, nesta quarta-feira, às 21h, pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026, carrega um peso que vai além do campo. É o primeiro duelo entre as seleções em Mundiais e chega como um recorte raro de histórias cruzadas: um país que tenta consolidar sua posição como potência emergente no futebol e outro que vive apenas sua segunda experiência em Copas.

Para os norte-americanos, o palco é familiar. O país sedia o torneio pela segunda vez e ainda carrega na memória coletiva a campanha de 1994, quando chegou às oitavas de final e parou diante do Brasil. Trinta e dois anos depois, a ambição é clara: ir além daquele marco.

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Líder do Grupo D com seis pontos, após vitórias sobre Paraguai (4 a 1) e Austrália (2 a 0) e derrota para a Turquia (3 a 2), a equipe de Mauricio Pochettino chega com confiança e mais descanso, após preservar o elenco na última rodada. Recuperado e novamente pronto para liderar, Christian Pulisic é a principal referência de uma geração que tenta se firmar sob pressão de expectativas crescentes.

Do outro lado, a Bósnia-Herzegovina tenta escrever sua própria linha de consolidação. A seleção comandada por Sergej Barbarez chegou ao mata-mata como uma das melhores terceiras colocadas do Grupo B, após empate com o Canadá (1 a 1), derrota para a Suíça (4 a 1) e vitória decisiva sobre o Catar (3 a 1).

Esta é apenas a segunda participação do país em uma Copa do Mundo, depois da estreia em 2014, quando caiu ainda na fase de grupos. Agora, a classificação ao mata-mata já representa seu melhor desempenho em Mundiais, mas o discurso interno mira mais.

"Tentaremos criar problemas para qualquer equipe. Tentaremos vencer a partida. Temos confiança e coragem para atacar todos em termos de jogo", disse Barbarez.

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No centro desse confronto também está um duelo de símbolos. De um lado, Pulisic, 27 anos,, rosto da nova era do futebol norte-americano. Do outro, Edin Džeko, 40 anos, veterano e referência histórica da Bósnia, que ainda busca seu primeiro gol nesta Copa do Mundo.

O cenário ainda traz contrastes importantes fora das estrelas. Os Estados Unidos chegam com mais frescor físico e a possibilidade de gestão de elenco que não existiu na Bósnia na rodada final. Já os bósnios entraram em campo com força máxima na última rodada para garantir a classificação, acumulando maior desgaste.

A arbitragem será brasileira, comandada por Raphael Claus, com os assistentes Danilo Manis e Rodrigo Figueiredo.

Quem avançar enfrentará o vencedor de Bélgica e Senegal, que também entram em campo nesta quarta-feira.

ESTADOS UNIDOS X BÓSNIA

  • ESTADOS UNIDOS - Matthew Freese; Alexander Freeman, Chris Richards, Tim Ream e Antonee Robinson; Malik Tillman, Tyler Adams, Sergiño Dest, Christian Pulišic e Weston McKennie; Folarin Balogun. Técnico: Maurício Pochettino.
  • BÓSNIA - Nikola Vasilj; Arjan Malic, Nikola Katic, Tarik Muharemovic e Sead Kolasinac; Esmir Bajraktarevic, Ivan Šunjic, Amar Memic, Kerim Alajbegovic e Ivan Bašic; Ermedin Demirovic e Edin Dzeko. Técnico: Sergej Barbarez.
  • ÁRBITRO - Raphael Claus (BRA)
  • DATA - 01/07 (Quarta-feira)
  • HORÁRIO - 21h
  • LOCAL - Levi's Stadium, em Santa Clara (EUA)
  • ONDE ASSISTIR - CazéTV.
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