Boa parte dos destaques africanos desta Copa do Mundo tem raízes na Europa e se tornaram "inimigos íntimos" dos adversários. O caso mais emblemático é da RD Congo, cuja seleção, afinal, é composta por mais de 90% de jogadores que nasceram em França, Bélgica e Inglaterra.
Os britânicos, aliás, são o próximo desafio dos congoleses, nesta quarta-feira, às 13h, em Atlanta. A partida é válida pela segunda fase e dá vaga nas oitavas para enfrentar o anfitrião México. E são cinco espiões que atuam na Premier League - dois deles na defesa e que precisam parar Harry Kane e companhia.
Wan-Bissaka - lateral que nasceu na Inglaterra e defende o West Ham
Axel Tuanzebe - zagueiro titular do Burnley
Noah Sadiki - nasceu na Bélgica e joga pelo Sunderland
Edo Kayembe - meia nativo da RD Congo que defende o Watford
Yoane Wissa - francês, é um dos atacantes do Newcastle
França é a principal origem
Seis titulares têm origem na França, país que colonizou a RD Congo, antigo Zaire. Mpasi e Moutoussamy defendem o PSG e o Lyon, respectivamente. Embora não brilhem por suas equipes, têm papéis importantes na seleção.
O técnico Sébastien Desabre crê que a façanha de eliminar os ingleses é possível, mesmo com a inferioridade técnica.
"É verdade que teremos pela frente uma partida difícil, mas de forma alguma é um desafio intransponível. Já provamos contra equipes que eram consideradas superiores à nossa, que somos capazes de fazer uma boa atuação", declarou.