A decepção de ser cortado às vésperas da Copa do Mundo, como aconteceu com o lateral Wesley, não é incomum na história da seleção brasileira, mas era algo que não acontecia havia 20 anos. O último a passar pela situação havia sido Edmílson, titular na campanha vitoriosa de 2002, que cedeu sua vaga para Mineiro na Copa de 2006 na Alemanha.
O primeiro a viver esta situação foi o ponta Rogério, com uma lesão na coxa direita, antes do Mundial do México, em 1970. Após perder um atacante, o técnico Zagallo decidiu convocar um terceiro goleiro e o jovem Leão foi chamado para integrar o elenco que conquistou o tri.
Nas quatro edições seguintes, ao menos um atleta precisou deixar o grupo pouco antes da estreia do Brasil na Copa. Em 1974, na Alemanha, Clodoaldo e Wendell deram lugar para Mirandinha e Waldir Peres. Quatro anos depois, na Argentina, Roberto Dinamite e Nelinho foram chamados para substituir Nunes e Zé Maria.
Dinamite voltou a ser convocado para a Copa seguinte, na Espanha, em 1982, para substituir um colega com problemas físicos, desta vez Careca. Na seleção de Telê Santana, porém, ele não chegou a jogar. Telê Santana voltou a ter que recorrer a substitutos em sua segunda Copa, no México, em 1986. O técnico perdeu Mozer, Toninho Cerezo e Leandro e convocou Mauro Galvão, Valdo e Josimar.
No Mundial de 1990, na Itália, Sebastião Lazaroni não precisou recompor peças no grupo que caiu diante de Maradona e Caniggia nas oitavas de final no Estádio Delle Alpi, em Turim.
Carlos Alberto Parreira teve que mexer na defesa no elenco que conquistou o tetra nos EUA em 1994. Saíram Mozer e Ricardo Gomes e entraram Aldair, que formou uma efetiva dupla de zaga com Márcio Santos, e Ronaldão.
Dois titulares do tetra foram cortados quatro anos depois pela comissão técnica comandada por Zagallo. Romário, Márcio Santos e Flávio Conceição não foram para a França e deram lugar a Emerson, André Cruz e Zé Carlos.
Pouco antes da caminhada do penta, o então capitão Emerson foi jogar no gol durante um treinamento recreativo da seleção e se machucou. O técnico Luiz Felipe Scolari chamou Ricardinho para seu lugar. Cafu assumiu a braçadeira e levantou a Taça Fifa em Yokohama, no Japão.