Não foi necessariamente intencional, mas o sofrimento passado pela Argentina neste sábado, 11, contra a Suíça, deu uma pontinha de felicidade ao técnico Lionel Scaloni. Os sul-americanos avançaram às semifinais da Copa do Mundo após vitória por 3 a 1 na prorrogação. Nas duas partidas anteriores, já haviam sofrido contra Cabo Verde e Egito.
Em entrevista coletiva concedida no estádio de Kansas City após a partida, o treinador comparou o jogo de hoje às quartas de final de 2022.
“É uma grande lição para nós, para sabermos o que podemos enfrentar. Claro que nem todos os adversários são como a Suíça, mas quando você chega à semifinal, você precisa sofrer. No Qatar, também sofremos. Talvez tenhamos jogado melhor lá, mas sofremos”, disse o treinador referindo-se à classificação nos pênaltis contra a Holanda. A Argentina depois derrotou a Croácia e se sagrou campeã em final contra a França.
Scaloni admitiu que a Suíça foi superior durante boa parte do tempo regulamentar, até a expulsão de Embolo. Naquele momento, os europeus haviam acabado de empatar e tinham mais chances de gol, mas ao ficarem com um homem a menos, se fecharam na defesa. Na hora, Scaloni tirou um defensor, Tagliafico, e lançou a campo o meia-atacante Nico Gonzalez.
“Quando Embolo foi expulso, nós pensamos que o jogo ficaria aberto. O jogo estava muito difícil. Mas quando acontece alguma coisa, você tem que aproveitar o momento certo, não pode desperdiçar uma oportunidade”, explicou.
Sobre a semifinal contra a Inglaterra, Scaloni tirou todo o peso histórico do confronto. Além de terem feito jogos emblemáticos em Copas, como aquele do gol de mão de Maradona em 1986, os dois países foram adversários na Guerra das Malvinas.
“É um jogo de futebol, e só, essa é a mensagem. Vamos jogar contra um adversário muito forte, que tem um excelente técnico, e vai ser um jogo de futebol. Isso é tudo.”