O técnico da Suíça, Murat Yakin, criticou duramente uma nova regra da Fifa que foi aplicada a seu time durante a eliminação contra a Argentina neste sábado, 11, em Kansas City.
A regra chamada “erro de identidade” inverte um cartão amarelo aplicado pelo árbitro caso a revisão do VAR note que a falta foi provocada, na verdade, pelo outro time. O objetivo da Fifa com a iniciativa que estreou no Mundial 2026 é punir simulações.
No caso de hoje, o VAR indicou que não foi falta em Embolo um lance pelo qual o árbitro aplicou amarelo no argentino Paredes. O juiz tirou o cartão do sul-americano e deu para o suíço, que já tinha outro amarelo e acabou expulso. Àquela altura, a Suíça era melhor na partida e tinha acabado de empatar.
“Fomos eliminados por causa de uma regra que não faz sentido”, esbravejou Yakin na entrevista coletiva após o jogo. Segundo ele, lances parecidos ocorreram durante a Copa e não receberam o mesmo tratamento. “Eu sei que essa regra foi criada para proteger os árbitros, mas ela nos destruiu hoje.”
Após a expulsão de Embolo, que era um dos destaques da equipe até então e saiu de campo aos prantos, a Suíça praticamente parou de atacar e se fechou na defesa. A estratégia funcionou até o final do segundo tempo da prorrogação, quando a Argentina fez dois gols nos últimos minutos e garantiu a classificação.
“Eu não o culpo, foi um absurdo”, disse Yakin, isentando Embolo e defendendo que seu time teve uma atuação melhor do que o rival nesta noite. Apesar das reclamações, ele evitou dizer que a Argentina esteja sendo beneficiada durante a Copa, acusação que outros adversários, como o Egito, já fizeram.
“Eu não diria que eles estão sendo beneficiados. Eu parabenizo a Argentina. Estou muito triste pelos meus jogadores, porque eles dominaram hoje”, afirmou. “Os dois times jogaram bem, mas nós fomos punidos por um erro do árbitro e do VAR. Nós não chegamos à semifinal, mas acho que deveríamos estar lá.”