A Argentina desafia toda a lógica do futebol nesta Copa do Mundo. O motivo? Lionel Messi. O camisa 10 é um ET, um desses jogadores que só apareceram duas vezes na história até hoje. A primeira vez nasceu em Três Corações, em Minas Gerais, e recebeu o nome de Edson Arantes de Nascimento, o nosso Pelé, e depois de alguns anos, nasce uma segunda versão em Rosário, na Argentina.
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O fiasco da Seleção Brasileira no Mundial fomentou discussões sobre a necessidade de organização do futebol nacional. Seria a AFA (Associação de Futebol Argentino) um exemplo? Longe disso. O amplo domínio verde e amarelo nas competições de clubes mostra que existe um abismo entre os dois países. Porém, os rivais estão de lados opostos quando o assunto é o time nacional.
A resposta para essa diferença está em Messi. Nesta Copa, ele se tornou o maior artilheiro e o jogador com mais assistências na história da competição. A sua magia tem contagiado os companheiros que jogam no embalo da música que diz que é "por lá última de Leo" e estão deixando a vida em campo.
Até agora, a Argentina foi a seleção que pegou os rivais menos qualificados, teve o caminho apontado como o mais tranquilo no mata-mata, mas o que se viu foi drama, e não pouco, muito drama. O desempenho dos tricampeões até agora é ruim.
O time treinador por Lionel Scaloni pode conquistar o tetra nos Estados Unidos e garantir um lugar para sempre no olimpo das seleções. Porém, até aqui, não jogou futebol. O próprio técnico assumiu que a equipe precisa fazer mais.
O que se viu foi muita garra e pouco futebol. O próximo duelo carrega uma série de simbolismo, é contra a Inglaterra, arquirrival dos hermanos por causa da Guerra das Maldivas. Por isso, eu espero ver muito mais futebol, além da raça já conhecida. Pode ter certeza que teremos um time com ainda mais sangue nos olhos.