Comércio sente impacto da saída do Brasil da Copa, mas saldo final é positivo, avaliam entidades

Para quem encheu estoques, a dica é usar criatividade e planejamento para recuperar o capital investido

16 jul 2026 - 04h59
Apesar da quebra de expectativa, saldo da Copa ainda é positivo para bares, restaurantes e comércio
Apesar da quebra de expectativa, saldo da Copa ainda é positivo para bares, restaurantes e comércio
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Se para o torcedor a eliminação precoce do Brasil da Copa do Mundo já foi frustrante, é de se imaginar que a saída tenha impactado ainda mais os comerciantes que se beneficiam do evento esportivo. Ainda assim, entidades que representam setores comerciais avaliam que o saldo final da competição foi positivo. 

“A Copa do Mundo contagiou os brasileiros de maneira geral. Independentemente do Brasil estar jogando ou não, muitos bares e restaurantes conseguiram se posicionar não como um local para você torcer pelo Brasil, mas um local para você encontrar seus amigos e assistir futebol”, avalia Daniel Sakamoto, gerente executivo da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

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Pela proximidade com a data da eliminação, ainda não há dados concretos sobre o impacto da saída do Brasil da Copa, que tem sido avaliada pelos relatos no dia a dia dos comerciantes. Para a União dos Lojistas da Rua 25 de Março (Univinco), por exemplo, ainda não houve informações de perdas significativas para os empresários da região. 

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“Os produtos que permaneceram em estoque já estão sendo comercializados em ações promocionais e queimas de estoque, mantendo uma boa saída. Além disso, dependendo do tipo de mercadoria e de suas condições e validade, parte desses itens poderá ser aproveitada em futuras campanhas e também na Copa do Mundo Feminina do próximo ano”, afirma a instituição em nota.

A Univinco complementa ter registrado um crescimento de 12% nas vendas durante o período da Copa, que coincidiu com as festas juninas que também costumam impactar positivamente o comércio. 

“Muitos lojistas tiveram um desempenho positivo antes mesmo do início dos jogos e, naturalmente, a expectativa era de que, a cada avanço da Seleção Brasileira, as vendas fossem ainda mais impulsionadas”, diz a entidade, que conclui que, mesmo com a eliminação, “o balanço do período permanece positivo”. 

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Para o setor de bares e restaurantes, representado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a percepção é a mesma. O fim dos jogos da Seleção deve fazer com que o consumo nos estabelecimentos volte a estabilidade de faturamento para um dia comum. Ainda assim, há a expectativa de que o jogo da final, que acontecerá no domingo, 19, atraia um leve aumento.  

O que fazer com mercadoria estocada?

Aos comerciantes que se animaram com os primeiros jogos do Brasil e encheram os estoques com mercadorias que agora estão encalhadas, a dica do gerente executivo da CNDL, Daniel Sakamoto, é usar a criatividade e o planejamento. “Dá para fazer desse limão uma limonada e não deixar que o fracasso do time represente um fracasso do empreendedor”, diz.

“A estratégia é reduzir as margens, ou seja, fazer promoção. Mesmo que você não tenha lucro considerável com a venda desses produtos, pelo menos você recupera seu capital. Outro caminho é você mudar um pouco o foco desses produtos”, defende Sakamoto.

Ele dá dois exemplos de como tirar o apelo esportivo dos itens do Brasil: “Daqui a dois meses a gente tem o 7 de setembro. É uma data cívica que as pessoas costumam utilizar verde e amarelo, bandeiras e tal, para celebrar a independência do Brasil. Então você pode realocar o foco do seu produto para um apelo cívico. Um outro apelo interessante é o turístico. A gente sabe que o Brasil tem muitas áreas turísticas, e que o turista estrangeiro olha as cores do Brasil como um souvenir, como uma recordação. Então você vincular camiseta, acessórios do Brasil no foco turístico pode te ajudar a girar esses produtos”, diz.

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Uma outra opção, que também foi citada pela Univinco, é a de guardar esses itens para a Copa do Mundo Feminina que acontecerá no ano que vem, aqui no Brasil. 

Fonte: Portal Terra
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