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Opinião: Brasil pode nunca ganhar o hexa se não aprender a ‘pagar o preço’e passar o resto da história como espectador como será hoje

14 jul 2026 - 04h59
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Os jogadores Gabriel Magalhães, Neymar e Danilo Santos, do Brasil chegam de carrinho para o treino da seleção no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em East Rutherford
Os jogadores Gabriel Magalhães, Neymar e Danilo Santos, do Brasil chegam de carrinho para o treino da seleção no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em East Rutherford
Foto: WERTHER SANTANA / Estadão

O sentimento do torcedor brasileiro com a Copa do Mundo é total de fim de feira. “Quando que acaba essa “porcaria” e eu vou poder ver o meu time jogar de novo?” . Esse é o desejo da maioria que não aguenta mais ver os rivais ganhando e confirmando o favoritismo.

As semifinais prometem ser jogos espetaculares. O duelo entre Espanha e França, por exemplo, tem até um pouco cara de final antecipada, mesmo sabendo que Argentina e Inglaterra tem totais condições de conquistarem o título no domingo. Onde você vai ver esse jogo? Se não for um felizardo que estará no estádio de Dallas, só pela CazéTV. Pela primeira vez em 56 anos, a Globo não transmitirá um duelo de semifinal. A emissora carioca escolheu Argentina e Inglaterra.

Assim como a Globo não quis pagar o preço pela exclusividade da competição e ficou sem grandes jogos, a Seleção Brasileira pode nunca conquistar o sonhado hexacampeonato se não estiver disposta a “pagar o preço” do processo, que engloba desde as categorias de base, os dirigentes e os jogadores que entram em campo.

Nas rodas de conversas ou nos chats de mensagens, a discussão não é sobre o Brasil não ter um jogador no nível de Mbappé ou um Lionel Messi que pode decidir a qualquer momento. O questionamento é sobre como jogadores de Cabo Verde, Congo, Paraguai e Egito, só alguns exemplos porque a lista é maior, parecem ter mais vontade do que os que vestiram a amarelinha nos Estados Unidos.

O torcedor quer ganhar, ele quer “o chutão para o mato porque o jogo é de campeonato” e precisa ver esse brilho nos olhos dos atletas. A passividade brasileira assusta. E não comecem a baboseira que é preciso convocar só os jogadores que atuam por aqui. Quantos argentinos jogam na liga local? Onde atuam os ingleses Bellingham e Harry Kane? E os franceses Mbappé e Olise? E o motorzinho espanhol Rodri?

Além da paixão na ponta da chuteira, é preciso reformular as categorias de base da Seleção. João Paulo Sampaio, que faz ótimo trabalho pelo Palmeiras, deveria ser contratado para ontem. O clube paulista, por sinal, inaugurou uma biblioteca e proibiu celulares no centro de treinamento dos jovens.

E sabe o que ainda tem no CT da base do Palmeiras? Campo de terra. Sim, é isso mesmo. A ideia é que os meninos e meninas possam jogar brincando e abusando da criatividade. Esse sempre foi o diferencial do Brasil: é ginga, é talento, é futebol arte,

Por isso, o nome de Carlo Ancelotti não é o melhor para comandar o projeto. A Copa da Seleção foi pavorosa, não houve evolução do trabalho mesmo com 40 dias de trabalhos diários. Não se pode ter ideia de jogo que não combine com o DNA da equipe se treina.

A CBF precisa organizar uma liga única, que fortaleça os clubes e acabar com os escândalos internos. Quantos presidentes teremos até a próxima Copa do Mundo? Ninguém sabe.

E deveria ser obrigatório na próxima edição que todos os jogadores voltem para casa juntos após a eliminação. No embarque é uma festa, recepção, fogos... e depois do vexame nem sinal das grandes estrelas.

Fonte: Portal Terra
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