O técnico Carlo Ancelotti explicou por que Vinicius Jr. foi o escolhido para cobrar o pênalti que resultou no quarto gol do Brasil no amistoso contra a Austrália, nesta terça-feira, 29. A decisão chamou a atenção porque Bruno Guimarães, que também estava em campo, era o segundo cobrador da Seleção na ausência de Raphinha, que já havia marcado de pênalti na primeira etapa do jogo e foi substituído no intervalo.
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A situação também remeteu à Copa do Mundo, quando Ancelotti teria indicado Bruno para assumir uma cobrança. Questionado sobre a diferença entre os dois momentos, o treinador explicou que levou em consideração o fato de Bruno já ter balançado as redes contra os australianos e a necessidade de dar confiança a Vini Jr.
“[Vini bateu] porque o Bruno já havia marcado um gol. O Raphinha era o primeiro (batedor), o segundo era Bruno. Então, eu acho que Vini merecia marcar um gol.”
Antes mesmo da explicação do treinador, Vini Jr. havia comentado a situação na saída do campo. O atacante revelou que chegou a pedir para Bruno Guimarães cobrar a penalidade, mas entendeu a decisão de Ancelotti.
“O Bruno é o que bate pênalti para nós quando o Rapha não está em campo. Eu achei que ele queria bater, mas ele sabe que eu estou precisando de um pouco de confiança. Tinha alguns jogos que eu não fazia gol. É importante voltar a marcar”, explicou Vini Jr.
Bruno Guimarães também falou sobre a escolha e afastou qualquer possibilidade de disputa entre os jogadores pela cobrança. Segundo o meio-campista, o grupo não trata a situação como uma questão de vaidade.
“Depois desse negócio do pênalti, muitas coisas apareceram. Aqui a gente nao tem vaidade nenhuma. No último jogo da Copa, o Ancelotti mandou eu bater, hoje ele mandou o Vini. O Vini também estava precisando fazer um gol, eu já tinho feito. A gente não tem vaidade nenhuma”, disse Bruno.