Funcionários do SoFi Stadium ameaçam greve dias antes de estreia dos EUA na Copa

A votação aconteceu na sexta-feira, dias antes do estádio receber o primeiro jogo do torneio, e contou com aprovação de 96% dos funcionários

6 jun 2026 - 19h22
(atualizado às 19h25)
Funcionários ameaçam greve às vésperas da Copa –
Funcionários ameaçam greve às vésperas da Copa –
Foto: Divulgação / www.sofistadium.com - Legenda: Funcionários do SoFi Stadium podem entrar em greve na semana da Copa / Jogada10

A menos de uma semana da estreia da seleção dos EUA na Copa do Mundo, trabalhadores do SoFi Stadium, em Los Angeles, aprovaram uma possível greve por salários mais altos e proteção contra ações migratórias. A votação aconteceu na última sexta-feira (5), dias antes do estádio receber as primeiras partidas do torneio.

De acordo com o sindicato Unite Here Local 11, a proposta de paralisação contou com 96% de aprovação por parte de funcionários ligados ao estádio. O movimento ocorreu sobretudo após as negociações contratuais com a Legends Global, empresa terceirizada responsável pelos serviços de alimentação e bebida, esfriarem. As partes devem retomar conversas nesta segunda-feira (8).

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O sindicato representa cerca de 2.000 profissionais que atuam em serviços distintos no SoFi Stadium. Trata-se de um grupo que reúne garçons, cozinheiros, lavadores de pratos e trabalhadores das áreas de concessão.

Funcionários ameaçam greve às vésperas da Copa –
Foto: Divulgação / www.sofistadium.com / Jogada10

Reivindicações dos funcionários do SoFi Stadium

Além do reajuste salarial, os funcionários exigem garantias para impedir o compartilhamento de dados pessoais com autoridades de imigração dos EUA. O tema ganhou força após o presidente Donald Trump ordenar, em junho de 2025, o envio de tropas federais a Los Angeles para conter protestos contra operações do Immigration and Customs Enforcement (ICE).

"De que adianta Copa do Mundo em Los Angeles quando os trabalhadores não ganham o suficiente para pagar o aluguel? Quando precisam escolher entre aparecer no trabalho ou serem sequestrados pelo ICE?", afirmou Kurt Petersen, copresidente do sindicato local, em comunicado.

"Se formos forçados a entrar em greve, essas suítes da FIFA de 100 mil dólares não terão nada além de água engarrafada e Doritos", completou.

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Temor pelo ICE durante a Copa do Mundo

O xerife do condado de Los Angeles, Robert Luna, afirmou nesta semana que agentes do ICE auxiliarão na segurança do estádio durante os jogos. Ao mesmo tempo, embora não dê garantias, ele disse ter recebido a informação de que não haverá fiscalização de imigração civil nas partidas.

"No que diz respeito à fiscalização de imigração civil, eles nos disseram especificamente que isso não ocorrerá em nenhum dos jogos", declarou Luna em entrevista coletiva realizada em Los Angeles, no último dia 1º.

"Tudo isso pode mudar, mas confio que estão me fornecendo as informações corretas porque, se isso começar a acontecer, teremos um conjunto totalmente novo de problemas", concluiu.

Estádio receberá o jogo de estreia dos EUA –
Foto: Divulgação / www.sofistadium.com / Jogada10

Jogos no SoFi Stadium, e Los Angeles como palco

Casa do Los Angeles Rams e do Los Angeles Chargers, da NFL, o SoFi Stadium receberá oito partidas da Copa do Mundo. O estádio será palco da estreia dos EUA no Mundial 2026, diante do Paraguai, marcado para 12 de junho — com ingressos a partir de 2 mil dólares. Três dias depois, abrirá os portões para Irã x Nova Zelândia.

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Los Angeles está entre as 11 cidades dos Estados Unidos que receberão parte dos 104 jogos do Mundial. A competição também terá partidas em outras três cidades do México e duas do Canadá. Com início dia 11 de junho e final marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium, a Copa contará de forma inédita com 48 seleções.

O SoFi Stadium ainda receberá outros eventos de grande porte nos próximos anos. A agenda inclui o Super Bowl de 2027 e as provas de natação dos Jogos Olímpicos de 2028, por exemplo. Em Seattle, trabalhadores de hotéis também aprovaram autorização para greve, enquanto funcionários do Embassy Suites, da rede Hilton, reivindicam cobertura integral de saúde e reajustes salariais. Todas classes cobram proteção contra ações de fiscalização imigratória.

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