O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, morto nesta sexta-feira, 17, aos 68 anos, dizia que o jornalista Roberto Cabrini salvou a vida dele com uma reportagem exibida no Câmera Record, da TV Record, em novembro de 2022, na qual a imagem do Mão Santa contrastava com outras notícias a respeito dele na mídia.
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Oscar explicou que, na ocasião, Cabrini pôde falar sobre outros aspectos de sua vida, e não apenas do assunto que predominava no noticiário a seu respeito: a decisão que tinha tomado de interromper o tratamento contra um câncer no cérebro.
"Ele que me salvou. Depois da entrevista com ele, ninguém falou mais nada (de morte)", contou Oscar em entrevista ao humorista Antonio Tabet, em novembro de 2024.
Oscar sugeriu a Cabrini que fizesse "um teste": "olha pra mim durante alguns minutos e vê se estou morrendo", pediu, conforme relatado pelo jornalista à coluna de Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo. "É, você não está morrendo", foi a resposta do repórter.
"Ele voltou a me dizer que aquela reportagem tinha salvado ele, porque no momento em que havia muito pessimismo, aquela entrevista fez ele viver intensamente novamente. A gente cobriu todas as partes da vida dele, e ele se sentiu poderoso novamente", relembra o jornalista.
Na conversa com Cabrini, Oscar Schmidt como recusou a National Basketball Association (NBA), em 1984, para continuar defendendo a Seleção Brasileira. A recompensa veio três anos depois, em 1987, quando o ‘Mão Santa’ levou o Brasil ao título do Pan-Americano, em Indianápolis.
Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro e mundial, morreu nesta sexta-feira, 17, aos 68 anos, em São Paulo. O ‘Mão Santa’ passou mal e foi levado para Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana do Parnaíba, mas não resistiu.