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Recorde em Olimpíada e vitória sobre os Estados Unidos: relembre partidas históricas de Oscar Schmidt

Lenda colecionou partidas históricas ao longo da carreira

17 abr 2026 - 18h34
(atualizado às 19h05)
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Oscar Schmidt explicou em documentário porque odiava o apelido de ‘Mão Santa’: ‘Não tem milagre no basquete’:

Oscar Schmidt colecionou momentos de destaque ao longo da carreira e fez um total de 49.737 pontos, número que o coloca como segundo maior no quesito na história. Entre tantas comemorações, há alguns momentos que costumam ser lembrados quando se fala do ‘Mão Santa’

Ainda no início da carreira, o ídolo do basquete brasileiro conduziu o Sirio ao título do o Mundial Interclubes, em 1979, no Ginásio do Ibirapuera. Na partida do título, a equipe de São Paulo venceu o Bosna por 100 a 98.

Outro momento que está na história de Oscar é sua lendária atuação contra os Estados Unidos na final do Pan-Americano de 1987, em Indianápolis. Contra os donos da casa, ele marcou 46 pontos na histórica vitória por 120 a 115. 

Um ano depois, em 1988, o ‘Mão Santa’ alcançou o recorde de mais pontos em uma partida de Jogos Olímpicos. Em Seul, ele marcou 55 pontos contra a Espanha, apesar da derrota brasileira por 118 a 110.

Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro e mundial, morreu nesta sexta-feira, 17, aos 68 anos, em São Paulo. O ‘Mão Santa’ passou mal e foi levado para Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana do Parnaíba, mas não resistiu.

"É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo. Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida", informou a assessoria de Oscar. 

De acordo com o comunicado, o velório e sepultamento do ex-jogador não serão abertos ao público: "A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento."

"Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto. Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória" - assessoria de Oscar

Pela seleção brasileira, Oscar foi tricampeão sul-americano, ouro no Pan-Americano de 1987 e bronze no Mundial de 1978.

Problemas de saúde

Recentemente, Oscar passou por uma cirurgia que o impediu de estar no evento em que foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), durante cerimônia do Hall da Fama, no Copacabana Palace, no Rio, no início do mês. Ele foi representado pelo filho na ocasião.

Em 2011, Oscar foi diagnosticado com câncer no cérebro. Na época, ele passou por uma primeira cirurgia, depois foi necessário realizar um segundo procedimento, e fez vários tratamentos. Mesmo com a doença, continuou participando de eventos, dando palestra e acompanhando o basquete brasileiro e mundial. Em 2014, o ex-jogador foi diagnosticado com arritmia cardíaca. 

Há quatro anos, em 2022, a lenda da bola laranja afirmou que tinha perdido o medo de morrer e, por isso, optou por não dar continuidade ao tratamento.

"Parei esse ano com a quimioterapia. Eu mesmo decidi. Antes, eu morria de medo de morrer. Fechar o olho e não acordar mais, para mim, era um terror. Graças ao tumor, perdi esse medo. Não quero ser o melhor palestrante ou o melhor jogador. Quero ser um marido e pai melhor." - Oscar, em 2022

Política: cargo e eleição

Morre Oscar Schmidt, maior nome do basquete brasileiro, aos 68 anos:

Oscar Schmidt chegou a se aventurar na política pouco depois de se aposentar. Em 1997, assumiu a Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo durante a gestão do então prefeito Celso Pitta. E no ano seguinte, se candidatou ao Senado por São Paulo, apadrinhado pelo ex-governador Paulo Maluf e candidato pelo PPB (atual PP), mas perdeu a disputa contra o ex-senador Eduardo Suplicy (PT).

Desde então, optou por encerrar ali sua breve trajetória política. Em entrevista ao Estadão, em 2024, Oscar afirmou não se arrepender da candidatura.

"Meu objetivo maior era ser presidente. Queria muito. Depois que vi como era, larguei de vez. O Paulo Maluf me deu a chance, saiu comigo algumas vezes em campanha e viu meu potencial. Meu pai me ensinou a fazer as coisas certas e nem tudo que há na política é certo", declarou. "Não quero mais. Para mim, não vai dar certo. Sou uma pessoa do bem." (*Com informações do Estadão Conteúdo)

Fonte: Portal Terra
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