Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, morre aos 68 anos
Ex-jogador passou mal nesta sexta-feira e foi levado ao hospital em São Paulo
Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro e mundial, morreu nesta sexta-feira, 17, aos 68 anos, em São Paulo. O ‘Mão Santa’ passou mal e foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana do Parnaíba (SP), mas não resistiu. Ele teve um diagnóstico de câncer no cérebro em 2011.
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"É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo. Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida", informou a assessoria de Oscar.
De acordo com o comunicado, o velório e sepultamento do ex-jogador não serão abertos ao público: "A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento."
"Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto. Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória" - assessoria de Oscar
Pela seleção brasileira, Oscar foi tricampeão sul-americano, ouro no Pan-Americano de 1987 e bronze no Mundial de 1978.
Problemas de saúde
Recentemente, Oscar passou por uma cirurgia que o impediu de estar no evento em que foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), durante cerimônia do Hall da Fama, no Copacabana Palace, no Rio, no início do mês. Ele foi representado pelo filho na ocasião.
Em 2011, Oscar foi diagnosticado com câncer no cérebro. Na época, ele passou por uma primeira cirurgia, depois foi necessário realizar um segundo procedimento, e fez vários tratamentos. Mesmo com a doença, continuou participando de eventos, dando palestra e acompanhando o basquete brasileiro e mundial. Em 2014, o ex-jogador foi diagnosticado com arritmia cardíaca.
Há quatro anos, em 2022, a lenda da bola laranja afirmou que tinha perdido o medo de morrer e, por isso, optou por não dar continuidade ao tratamento.
"Parei esse ano com a quimioterapia. Eu mesmo decidi. Antes, eu morria de medo de morrer. Fechar o olho e não acordar mais, para mim, era um terror. Graças ao tumor, perdi esse medo. Não quero ser o melhor palestrante ou o melhor jogador. Quero ser um marido e pai melhor." - Oscar, em 2022
Família e recordes
Casado com Maria Cristina Victorino desde 1981, ele teve dois filhos com a esposa: Filipe (nascido em 1986) e Stephanie (nascida em 1989). Ele é irmão de Tadeu Schimdt, apresentador do Big Brother Brasil, da TV Globo, e tio de Bruno Schimdt, medalhista de ouro no vôlei de praia nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.
Com 49.737 pontos, Oscar Schimdt foi considerado o maior pontuador da história do basquete até 2024, quando foi superado por LeBron James. É também o maior cestinha da história das Olimpíadas.
Oscar ainda é o jogador que mais pontos fez em Campeonatos Mundiais, 893, e também é recordista de maior número de pontos por um jogo nessa competição, 52, contra a Austrália, em 1990. Nos Jogos Pan-americanos também fez história ao fazer mais pontos em um único jogo: 53, contra o México, em 1987.
Política: cargo e eleição
Oscar Schmidt chegou a se aventurar na política pouco depois de se aposentar. Em 1997, assumiu a Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo durante a gestão do então prefeito Celso Pitta. E no ano seguinte, se candidatou ao Senado por São Paulo, apadrinhado pelo ex-governador Paulo Maluf e candidato pelo PPB (atual PP), mas perdeu a disputa contra o ex-senador Eduardo Suplicy (PT).
Desde então, optou por encerrar ali sua breve trajetória política. Em entrevista ao Estadão, em 2024, Oscar afirmou não se arrepender da candidatura.
"Meu objetivo maior era ser presidente. Queria muito. Depois que vi como era, larguei de vez. O Paulo Maluf me deu a chance, saiu comigo algumas vezes em campanha e viu meu potencial. Meu pai me ensinou a fazer as coisas certas e nem tudo que há na política é certo", declarou. "Não quero mais. Para mim, não vai dar certo. Sou uma pessoa do bem." (*Com informações do Estadão Conteúdo)
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