Oscar Schmidt foi homenageado em vida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), ao ser introduzido no Hall da Fama da entidade, pouco mais de uma semana antes de morrer, aos 68 anos, nesta sexta-feira, 17. O filho do 'Mão Santa', Felipe, recebeu a honraria no lugar do pai.
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A cerimônia foi realizada no dia 8 de abril. Na ocasião, Felipe revelou que o pai se recuperava de uma cirurgia, mas não deu detalhes sobre o procedimento e se limitou a dizer que o pai 'estava bem'. Ainda assim, ele exaltou o legado de Oscar para o basquete nacional.
“A gente está honradíssimo de estar aqui nesse momento, porque a gente sabe de tudo o que o meu pai se dedicou ao basquete, principalmente a seleção brasileira e ao COB, porque uma das suas maiores felicidades era defender o Brasil nas Olimpíadas. Estar aqui para receber essa homenagem é o último capítulo de uma carreira cheia de vitórias", declarou Felipe.
Oscar disputou nada menos que cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, entre 1980 e 1996, e é tido como o maior cestinha da história do basquete olímpico, com 1.093 pontos. A marca ajudou a consolidar sua imagem como referência mundial na modalidade, mesmo sem ter atuado na NBA.
Pouco mais de seis anos antes, o COB também homenageou Oscar com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, considerada uma das principais homenagens do Prêmio Brasil Olímpico, e que é dedicada a atletas alinhados aos valores associados ao bicampeão olímpico do salto triplo, como ética, eficiência técnica e física, esportividade, respeito ao próximo e espírito coletivo.
A entrega aconteceu em dezembro de 2019, no Rio de Janeiro. Na ocasião, Oscar se emocionou ao relembrar a carreira: "Fazer parte desse grupo de grandes atletas, grandes personagens do esporte, já me faz muito feliz. Quem diria que eu ia chegar nesse ponto?".