Ainda sem pontuar e com pouca perspectiva de uma grande melhora em 2026, a Aston Martin segue seu 'calvário' na temporada da Fórmula 1. Além do motor Honda não estar funcionando como o esperando no novo regulamento, o carro sofre, desde a pré-temporada, com vibrações excessivas, que ficou claro para Fernando Alonso no GP da China deste domingo, 15.
A câmera onboard do espanhol mostra ele tendo que tirar as mãos do volante em vários trechos do circuito de Xangai, incluindo a reta principal. Adicionalmente, ele faz movimentos que parecem ser para alongá-las ou aliviar a dor. Um vídeo de 20 segundos publicado pelo Blog Fórmula 1 no X (antigo Twitter) mostra ele fazendo isso quatro vezes.
Nem ele, nem seu companheiro de Aston Martin, Lance Stroll, completaram o GP da China e muito menos uma única corrida em 2026. Na Austrália, o bicampeão e o canadense abandonaram, chegaram a retornar, com muitas voltas atrás, e retiraram-se antes do final.
O chefe da equipe na Fórmula 1, Adrian Newey, um dos maiores nomes da categoria em termos de aerodinâmica, revelou que os dois pilotos foram limitados a um número específico de voltas por temor de que as vibrações poderiam causar danos permanentes nos nervos das mãos de ambos.
Se a frequência natural de outras partes do carro (como a barra de direção) entra em ressonância com a vibração causada pelo componente defeituoso, o tremor pode ser ainda mais sentido pelo piloto.
De acordo com Dr. Mario Lenza, gerente médico da ortopedia do Einstein Hospital Israelita, a vibração intensa e repetitiva transmitida às mãos pode "gerar uma sobrecarga nas estruturas da mão e do punho, especialmente nos nervos, tendões e vasos sanguíneos."
"Em situações como a relatada na Fórmula 1?, continua o ortopedista, "em que o piloto mantém as mãos firmemente no volante enquanto recebe vibrações constantes do carro, essa exposição prolongada pode afetar o funcionamento normal dessas estruturas".