F1: Damon Hill diz que Ferrari seria “tola” se não ouvisse Hamilton

Ex-campeão acredita que britânico ajudou a transformar o SF-26

22 jun 2026 - 08h13
Foto: Divulgação / Ferrari

A primeira vitória de Lewis Hamilton pela Ferrari continua gerando repercussão no paddock da Fórmula 1. Para Damon Hill, campeão mundial de 1996, o sucesso recente do britânico não aconteceu por acaso e passa diretamente pela influência que ele conquistou dentro da equipe italiana.

Falando após o GP de Barcelona, Hill afirmou que a Ferrari acertou ao ouvir as demandas de Hamilton durante o desenvolvimento do SF-26 e acredita que a equipe teria cometido um erro ao ignorar um piloto com sua experiência.

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“Eles fizeram um grande investimento nele. Seria tolice não ouvi-lo.”

Segundo Hill, a recuperação de Hamilton acontece após anos difíceis durante a era dos carros de efeito solo, período em que o heptacampeão encontrou dificuldades para extrair o máximo desempenho dos monopostos.

“Ele ressurgiu, cumpriu e agora tem um carro.”

O britânico acredita que Hamilton conseguiu convencer a Ferrari a seguir uma direção técnica mais alinhada ao seu estilo de pilotagem.

“O que eu acho é que ele conseguiu que a Ferrari o ouvisse. Ele os fez ouvir: ‘Preciso disso do carro’.”

Um dos exemplos apontados por Hill envolve o sistema de freios. Hamilton passou a utilizar no SF-26 os discos e pastilhas da Carbon Industrie, marca que utilizava desde os tempos de Mercedes.

Após as dificuldades enfrentadas por Charles Leclerc em Mônaco, o monegasco também adotou a mesma configuração utilizada pelo companheiro de equipe.

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“Parece que ele resolveu esse problema, e isso aconteceu porque provavelmente bateu na mesa com força suficiente na Ferrari e eles o ouviram.”

Hill também destacou a importância de Fred Vasseur no processo de adaptação de Hamilton à equipe italiana.

O ex-piloto acredita que o chefe da Ferrari exerce um papel semelhante ao desempenhado por Ross Brawn durante a passagem de Michael Schumacher pela Scuderia.

“Fred Vasseur é um aliado muito valioso porque entende Lewis e o conhece desde os primeiros anos.”

“Ele pode dizer à Ferrari: ‘Vocês precisam dar a ele o que ele quer’.”

Para Hill, esse apoio interno é fundamental dentro de uma estrutura tão pressionada quanto a Ferrari.

“Há tanta pressão na Ferrari que às vezes eles parecem precisar de uma direção clara.”

“Com Michael, quem ajudava a definir esse caminho era Ross Brawn. De certa forma, você pode dizer que Fred Vasseur é o Ross Brawn de Lewis.”

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