Argentina minimiza rivalidade antes de semifinal da Copa do Mundo contra a Inglaterra

12 jul 2026 - 14h21

O técnico da Argentina, ‌Lionel Scaloni, insistiu que não haverá nada além do futebol em jogo quando sua seleção enfrentar a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo na quarta-feira, apesar de uma rivalidade marcada por décadas de drama esportivo e tensão política.

O confronto reaviva uma das rivalidades mais lendárias do futebol internacional, marcada pela vitória da Inglaterra sobre a Argentina ⁠na Copa do Mundo de 1966, pela Guerra das Malvinas de 1982 e pelo ‌infame gol da "Mão de Deus" de Diego Maradona no torneio de 1986.

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As seleções também se enfrentaram na Copa do Mundo de 1998, quando a Argentina avançou nos pênaltis ‌nas oitavas de final, e em 2002, quando ‌o gol de David Beckham garantiu a vitória da Inglaterra por 1 a ⁠0 na fase de grupos e ajudou a mandar a favorita Argentina para casa mais cedo.

Depois que sua equipe venceu a Suíça por 3 a 1 na prorrogação no sábado, garantindo um confronto contra seus antigos rivais, Scaloni disse que o confronto deve ser visto como nada mais do que um jogo.

"É uma partida de futebol. Ponto ‌final. Não há nada além disso", disse ele a repórteres depois que a Argentina manteve ‌viva sua busca pelo ⁠bicampeonato, garantindo um confronto ⁠contra a Inglaterra em Atlanta, após os europeus vencerem a Noruega por 2 a 1.

"Não vamos ⁠procurar nada além disso", disse Scaloni. "É uma partida ‌de futebol. Vamos disputar uma ‌partida de futebol contra uma grande seleção nacional que tem um ótimo técnico, a quem eu aprecio e admiro muito."

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As Falklands, conhecidas na Argentina como Ilhas Malvinas, continuam sendo uma questão delicada entre os dois países, mais de quatro ⁠décadas após o conflito de 1982, que causou a morte de 649 militares argentinos, além de 255 militares britânicos e três habitantes das Ilhas Malvinas.

O Reino Unido reivindica a soberania sobre as Ilhas Malvinas e mantém presença militar no local, enquanto a Argentina continua a defender sua reivindicação por ‌meio de canais diplomáticos e organismos internacionais, como as Nações Unidas.

O tema voltou à tona durante o torneio, com torcedores e jogadores argentinos entoando um canto que faz ⁠referência às ilhas, a Maradona e à busca de Lionel Messi para encerrar sua carreira internacional com um segundo troféu da Copa do Mundo.

O atacante argentino José Manuel López reconheceu o peso histórico em torno do confronto, mas afirmou que os jogadores irão encarar a partida com profissionalismo.

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"Obviamente, fora das quatro linhas do campo, é um confronto que carrega muita história, muita dor e muito por trás", disse ele aos repórteres.

"Mas somos profissionais. Vamos jogar da mesma forma que jogamos todas as partidas, até o último segundo, como mostramos hoje à noite, dando tudo de nós em campo.

"É uma semifinal da Copa do Mundo, um jogo que acho que todos os meus companheiros de equipe sonharam em disputar desde que começamos a chutar uma bola. Não precisamos de mais motivação do que isso", acrescentou López.

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