Todos os dias, o trânsito das grandes metrópoles brasileiras costuma ser tomado por um barulho, ritmado e cadenciado, das buzinas das motocicletas. Afinal, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), são 35 milhões de motocicletas em circulação no País e mais de 40 milhões de motoqueiros habilitados. Em resumo, este é um grande mercado consumidor a ser explorado.
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Ao menos é o que acredita o empresário Anthony Fedlallah, que decidiu investir R$ 450 mil em uma rede de franquias de máquinas para higienização de capacetes de motos, a PitCap. Sua expectativa é alcançar um faturamento de R$ 12,5 milhões em breve, mas sem estimar um prazo para o retorno.
“Todo lugar que tem uma concentração de motoqueiros pode ser instalada uma máquina. A gente está em supermercados, temos parcerias com o Assaí e com o Extra, por exemplo. Nós já temos alguns pontos em que a gente tem um parceiro que a gente pode arrumar o ponto para o franqueado. Lojas de conveniência, shoppings, empresas…” lista Anthony sobre as possibilidades do negócio.
As máquinas da PitCap funcionam da seguinte forma: por R$ 10, que pode ser pago via Pix ou cartão, é feita a higienização do capacete em cerca de 4 minutos. A higienização usa luz ultravioleta, que, segundo a empresa, tem alto poder germicida, além de um vapor quente que promete eliminar até 99,9% das bactérias e fungos.
O formato já existia fora do País e foi visto por Anthony em algumas viagens internacionais. “Em uma viagem para os Estados Unidos, eu vi uma fila em torno de uma máquina e não consegui perceber o que era. Aí cheguei um pouco mais próximo e vi o que estava acontecendo. Achei interessante o produto. Depois, mais para frente, acabei indo para a China, e vi que lá realmente tinha bastante máquina do tipo”, diz.
De volta ao Brasil, Anthony pesquisou sobre o modelo e decidiu investir na ideia. Ele, que já era empresário e trabalhava com marketing, entendeu que seria melhor produzir as próprias máquinas do que importar.
Da fase de testes à expansão
Até o momento, há nove máquinas da PitCap em funcionamento, todas em São Paulo. Estas primeiras foram instaladas por Anthony e são como um teste de validação do negócio. Do final de 2025 para cá, a empresa chegou a uma média de 180 atendimentos por máquina ao mês. Do perfil dos usuários, destaca-se o fato de que a maioria, 55%, é de mulheres.
Para Anthony, o que os testes mostraram até agora é que as máquinas possuem bom funcionamento e não apresentaram muitas falhas. “A gente tem problemas, de vez em quando, com internet para poder fazer o pagamento. Mas isso aí é só tirar da tomada e volta, você resolve o problema do modem, que é a grande maioria dos problemas para quem tem internet.”
Após a validação feita, a ideia é expandir as máquinas para todo o Brasil no formato de franquias. Para se tornar um franqueado, o investimento é de R$ 23.500 --o que inclui a taxa de franquia e a compra da máquina--, com expectativa de retorno em até 13 meses.