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Trump afirma que os EUA podem renomear o Lago Ontário como 'Lago América'

Ameaça foi sugerida em postagem nas redes sociais e ocorre em meio à escalada da guerra comercial com o Canadá. Em janeiro de 2025, Trump emitiu uma ordem executiva para se referir ao Golfo do México como 'Golfo da América'

25 ago 2026 - 11h31
Resumo
Em meio à escalada da guerra comercial com o Canadá, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA avaliam renomear o Lago Ontário como "Lago América". A declaração reflete o colapso das negociações bilaterais, marcadas por acusações mútuas: o Canadá recusou termos que prejudicariam setores estratégicos e sua soberania, enquanto os EUA culparam Ottawa por exigências descabidas de última hora.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 25, que está considerando renomear o Lago Ontário como "Lago América". A declaração ocorre em meio à escalada da guerra comercial dos EUA com o Canadá.

O Lago Ontário fica na fronteira entre os dois países, com o estado de Nova York de um lado e Toronto, capital da província canadense de Ontário, do outro.

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"Os Estados Unidos estão considerando seriamente mudar o nome do Lago Ontário para Lago América, já que não esperamos mais fazer muitos negócios com Ontário", disse Trump em sua plataforma Truth Social.

Esta não é a primeira vez que Trump propõe mudanças de nomenclatura e faz ameaças com conotação nacionalista. Em janeiro de 2025, Trump emitiu uma ordem executiva para se referir ao Golfo do México como "Golfo da América".

À época, o México argumentou que os EUA não podem legalmente mudar o nome do Golfo porque a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar determina que o território soberano de um país se estende apenas até 12 milhas náuticas da costa.

Carney afirmou na segunda-feira que o objetivo das negociações com Washington sempre foi alcançar "o melhor acordo para os canadenses", e não aceitar um acordo "a qualquer preço ou em qualquer prazo".

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Segundo o primeiro-ministro, os Estados Unidos tentaram impor condições que poderiam prejudicar setores estratégicos da economia canadense, incluindo as indústrias automotiva, siderúrgica e de alumínio. Ele também afirmou que os negociadores americanos buscaram, na última hora, restringir acordos comerciais do Canadá com outros países.

Carney disse ainda que as negociações envolveram "ameaças" consideradas inaceitáveis à língua francesa e à cultura de Quebec, província francófona no leste do país.

Em um evento separado na segunda-feira, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, atribuiu o fracasso das negociações às "exigências descabidas de última hora" apresentadas pelo Canadá.

Os Estados Unidos são o principal parceiro comercial do Canadá. Cerca de 70% das exportações canadenses têm como destino o país vizinho. O Canadá, por sua vez, é o segundo maior parceiro comercial dos Estados Unidos em bens neste ano, atrás apenas do México, segundo dados do governo americano. /Com informações da AFP

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