S&P; 500 e Nasdaq rondam níveis recordes em meio a alívio com retração do petróleo

7 mai 2026 - 11h48

O S&P 500 e o ‌Nasdaq se mantinham perto de níveis recordes nesta quinta-feira, favorecidos por uma queda prolongada nos preços do petróleo em meio à esperança de um acordo entre os EUA e o Irã que poderia potencialmente normalizar o fornecimento de petróleo bruto através do Estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos e o Irã estão se aproximando de um acordo limitado ⁠e temporário para interromper sua guerra, disseram fontes e autoridades, com otimismo crescente de que ‌isso possa abrir caminho para a abertura da via navegável -- uma artéria vital para a energia e para o comércio globais.

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Espera-se que Teerã responda às propostas de paz.

As ‌ações globais subiam para picos recordes, enquanto os preços ‌do petróleo caíam cerca de 4%, afastando-se ainda mais dos US$100 por ⁠barril. [O/R]

"Eu ficaria surpreso se esse conflito durasse. Se isso acontecer, é porque os iranianos querem que ele dure. Acho que Trump quer resolver isso", disse Robert Pavlik, gerente sênior de portfólio da Dakota Wealth.

Uma recuperação incessante das ações de tecnologia e IA também desempenhou um papel importante na elevação recente das ações dos EUA a novos patamares, com ‌investidores animados com os sinais de forte demanda por inteligência artificial, uma temporada robusta de ‌balanços e dados econômicos favoráveis.

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A ⁠recuperação tecnológica parecia estagnar ⁠um pouco na quinta-feira, com as ações da Arm Holdings listadas nos EUA caindo 6,9%, conforme ⁠preocupações com a capacidade da empresa de ‌garantir suprimentos suficientes para seu novo ‌chip de IA ofuscavam uma forte previsão de lucros.

As ações da Intel caíam 3,3%, enquanto as da Advanced Micro Devices caíam 2%.

Às 11h37 (horário de Brasília), o Dow Jones caía 114,72 pontos, ou 0,23%, a 49.795,87 pontos. O S&P 500 tinha ⁠alta de 7,70 pontos, ou 0,10%, a 7.372,82 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançava 145,29 pontos, ou 0,56%, a 25.984,23 pontos.

Seis dos 11 principais setores do S&P 500 estavam no vermelho, com o setor de energia liderando os declínios, com uma queda de 2,1%.

Dados mostraram que o número de ‌norte-americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego aumentou menos do que o esperado na semana passada em meio a poucas demissões.

Depois de um forte relatório privado de empregos ⁠na quarta-feira, os investidores estão aguardando os números mais abrangentes sobre a criação de vagas fora do setor agrícola na sexta-feira, com a expectativa de um aumento de 62.000 empregos em abril, depois de uma recuperação de 178.000 em março, de acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas.

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Operadores continuam a apostar que o Federal Reserve manterá as taxas de juros estáveis até o final do ano, devido a um mercado de trabalho resiliente e a preços elevados de energia. Essa é uma mudança radical em relação aos vários cortes nas taxas que os investidores precificavam antes da guerra.

Os presidentes do Fed, Neel Kashkari, de Minneapolis, e Beth Hammack, de Cleveland, bem como o chefe de Nova York, John Williams -- todos membros votantes do comitê de fixação de taxas de juros este ano -- estão programados para falar mais tarde no dia.

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