Presidente do Banco do Japão enfatiza necessidade de atingir inflação de 2% apoiada em ganhos salariais

17 mar 2026 - 08h37

O presidente do Banco do ‌Japão, Kazuo Ueda, disse que a inflação subjacente está acelerando em direção à meta de 2% do banco central, enfatizando que os aumentos de preços devem ser acompanhados por sólidos ganhos salariais.

Os comentários foram feitos antes da reunião de política monetária do banco central, ⁠que durará dois dias e terminará na quinta-feira, onde se espera ‌manutenção da taxa de juros em 0,75%.

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O aumento dos preços do petróleo com o conflito do Oriente Médio aumenta a pressão ‌inflacionária já crescente, complicando a decisão do ‌Banco do Japão sobre quando aumentar os juros, já que ⁠o país depende das importações de energia para impulsionar sua economia.

Ueda disse ao Parlamento que os salários e os preços estão aumentando moderadamente em conjunto, à medida que as empresas repassam os custos mais altos de matéria-prima e mão de obra.

"A inflação subjacente está ‌acelerando gradualmente em direção à nossa meta de 2%", e a ‌convergência para cerca de ⁠2% é vista ⁠em algum momento a partir da segunda metade do ano fiscal de 2026 ⁠até 2027, disse Ueda nesta ‌terça-feira.

"Orientaremos a política monetária ‌de forma adequada para que o Japão alcance de forma sustentável e estável uma inflação de 2% acompanhada de ganhos salariais", disse ele.

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Os comentários estão alinhados com os da primeira-ministra Sanae Takaichi, ⁠que pediu ao banco central que garanta que sua meta de inflação seja atingida não pelo aumento dos custos das matérias-primas, mas por altas salariais.

Ueda se absteve de repetir a promessa habitual do Banco do Japão de seguir ‌aumentando os juros se a economia continuar a se recuperar.

Embora o núcleo da inflação tenha permanecido acima da meta do Banco ⁠do Japão por quase quatro anos, o banco central adotou uma abordagem cautelosa ao aumentar os juros, considerando que a inflação subjacente - ou aumentos de preços impulsionados pela demanda interna e ganhos salariais - continua abaixo de 2%.

Os críticos culparam o ritmo lento dos aumentos da taxa de juros por elevar os custos de importação ao enfraquecer o iene.

Nesta terça-feira, a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, repetiu que as autoridades estão preparadas para tomar "todas as medidas disponíveis" contra os movimentos voláteis da moeda, já que o iene afundou para perto da marca psicologicamente importante de 160 por dólar.

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