Sócio de Léo Dias diz que busca de influenciadores para defender Vorcaro foi 'atividade legítima'

Thiago Miranda, dono da agência MiThi, também afirmou em nota que mantém vínculo societário com o Grupo Léo Dias, ao contrário do que o grupo havia dito anteriormente

16 mar 2026 - 09h04
(atualizado às 10h30)

Citado em investigação da Polícia Federal como um dos contratantes de influenciadores com o objetivo de defender o banqueiro Daniel Vorcaro nas redes sociais e atacar adversários, o empresário Thiago Miranda afirmou, em nota, que prestou serviços de "comunicação e gestão de reputação" e disse que esse tipo de atividade é "legítima e amplamente praticada no mercado".

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Thiago Miranda, que é dono da agência MiThi, também afirmou que mantém participação de 10% no quadro societário do Grupo Léo Dias, ao contrário da nota divulgada anteriormente pelo grupo dizendo que a relação entre eles havia sido interrompida em junho de 2025. Procurado, o grupo Léo Dias ainda não se manifestou novamente.

Miranda se manifestou, em nota, depois que reportagem do Estadão mostrou a citação ao seu nome no inquérito da PF sobre a contratação dos influenciadores. É a primeira vez que ele se manifesta depois que o caso veio a público.

Thiago Miranda é dono da agência MiThi
Thiago Miranda é dono da agência MiThi
Foto: Reprodução/Instagram:@thiagomiranda__

"Em relação à reportagem publicada por O Estado de S. Paulo sobre investigações envolvendo supostas publicações em defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, o empresário Thiago Miranda esclarece que o trabalho desenvolvido pela Agência MiThi esteve restrito à prestação de serviços de comunicação e gestão de reputação, atividade legítima e amplamente praticada no mercado, voltada à construção de narrativas públicas e posicionamento institucional", afirmou em nota.

O empresário ainda reiterou que permanece vinculado ao Grupo Léo Dias: "Thiago Miranda também esclarece que, ao contrário do que foi divulgado em janeiro de 2026 em nota atribuída ao Grupo Léo Dias e repercutida por outros veículos de imprensa, ele permanece no quadro societário do Grupo Léo Dias, com participação correspondente a 10% do capital social da empresa. Não houve protocolo de transferência de cotas nem arquivamento de alteração contratual que formalize eventual desligamento do empresário da sociedade".

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Depoimento à PF

A Polícia Federal já começou a colher depoimentos de influenciadores digitais procurados com uma oferta de trabalho para realizar publicações em defesa do Banco Master e com ataques aos desafetos do banqueiro Daniel Vorcaro. Ao menos um deles, o vereador Rony Gabriel do PL de Erechim (RS), confirmou as abordagens e deu detalhes sobre o caso.

O inquérito foi aberto para apurar uma onda de ataques virtuais ao Banco Central após a liquidação do Banco Master. Levantamento identificou uma ação orquestrada nas redes sociais nos últimos dias do ano passado, que chegou ao pico em 27 de dezembro, com 4.560 posts e ataques direcionados principalmente ao ex-diretor do BC Renato Dias Gomes, responsável pelo veto da venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).

A investigação da Polícia Federal chegou aos responsáveis por procurar os influenciadores: a Mithi, do empresário Thiago Miranda, que foi administrador de negócios do jornalista Léo Dias, e também por André Salvador, representante de empresa UNLTD.

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