Scott Kirby, presidente-executivo da United Airlines, disse nesta quarta-feira que a companhia aérea não espera buscar a consolidação do setor em um futuro próximo, semanas depois que a American Airlines rejeitou sua abordagem para uma possível fusão.
Em uma conferência com investidores organizada pelo Bernstein, Kirby disse que há muito tempo acreditava que a "grande transação" que a United tentou realizar era o único negócio que fazia sentido do ponto de vista econômico para a empresa aérea. Mas ele disse que tal transação exigia um parceiro disposto a isso, "o que claramente não temos".
"Portanto, não acho que a United vá participar de qualquer consolidação em um futuro próximo", disse Kirby.
O executivo afirmou em abril que havia abordado a American sobre uma possível fusão, mas a American se recusou a participar. A Reuters informou anteriormente que ele levantou a ideia de uma combinação com a American durante uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no final de fevereiro.
O presidente-executivo da American, Robert Isom, rejeitou uma fusão com a United por considerá-la anticoncorrencial, dizendo que a American estava concentrada na reconstrução de seu hub em Chicago, no aumento da receita e na busca de parcerias, incluindo laços potencialmente mais profundos com a Alaska Airlines.
Questionado sobre as especulações dos investidores de que a United poderia buscar um acordo menor depois de não conseguir garantir uma transação maior, Kirby chamou a ideia de "idiota" e disse que esse "definitivamente não é o plano". Ele também rebateu a especulação sobre a JetBlue, dizendo que não via como a United poderia melhorar a margem da JetBlue o suficiente para fazer um acordo funcionar.
Kirby também afirmou que está cada vez mais confiante de que a United poderá atingir margens de dois dígitos antes de impostos no próximo ano, uma vez que a redução dos preços do petróleo e a demanda resiliente ajudarão a empresa a recuperar mais do impacto dos custos mais altos de combustível. O executivo disse que a United estava no caminho para apresentar margens de dois dígitos este ano, antes que a guerra do Irã elevasse os preços dos combustíveis.