Os preços ao produtor no Brasil caíram em novembro pela 10ª vez seguida, a uma taxa de 0,37%, impactados principalmente pelas indústrias extrativas, informou Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
O resultado levou o índice acumulado em 12 meses a uma deflação de 3,38%.
Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que 12 registraram variação negativa em novembro, sendo que as indústrias extrativas sofreram uma das maiores quedas, com recuo de 3,43%.
"Este é um setor que acompanha bem de perto o movimento internacional, o que não foi diferente em novembro. Os produtos da extração de petróleo e gás e os da extração de minerais ferrosos acompanharam o movimento de recuo dos preços", explicou Alexandre Brandão, gerente de análise e metodologia do IBGE.
Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital registraram variação negativa de preços de 0,01% em novembro, bens intermediários caíram 0,75% e bens de consumo avançaram 0,09%.
O IPP mede a variação dos preços de produtos na "porta da fábrica", isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.