IBC-Br pode adiar início dos cortes da taxa Selic

Indicador considerado a prévia do PIB deve voltar a crescer em novembro

16 jan 2026 - 10h18
Resumo
No Brasil, os investidores aguardam os dados do IGP-10 e do IBC-Br, indicador do Banco Central considerado a prévia do PIB. Após recuar nos dois meses anteriores, o IBC-Br deve voltar a crescer em novembro.
Gabriel Galípolo
Gabriel Galípolo
Foto: José Cruz / Monitor do Mercado

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou esta quinta-feira (15) em novo recorde de fechamento ao avançar 0,26%, aos 165.568,32 pontos, marcando o segundo pregão consecutivo acima dos 165 mil pontos.

O desempenho foi sustentado principalmente pelo setor financeiro. As ações do Bradesco subiram 1,58% (ON) e 2,05% (PN). Em contrapartida, o Santander registrou perda de 2,47%.

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Segundo o economista Lucas Sharau, da iHUB Investimentos, as sucessivas máximas históricas da Bolsa refletem a combinação de inflação em patamar mais controlado e a expectativa de início do ciclo de cortes da taxa Selic.

Apesar do novo recorde, ações de maior peso no índice fecharam em queda. A Petrobras recuou 1,02% (ON) e 0,63% (PN), acompanhando a forte correção dos preços do petróleo no mercado internacional, após os Estados Unidos recuarem na ofensiva contra o Irã.

No câmbio, o dólar caiu 0,61% frente ao real e fechou cotado a R$ 5,37, refletindo a diferença de juros entre Brasil e Estados Unidos, que sustenta operações de carry trade.

No mercado de commodities, o petróleo avança com os riscos de oferta ainda no radar, apesar do alívio nas tensões após declarações de Trump sobre o esfriamento da repressão no Irã. O Brent/março sobe 1,02%, negociado a US$ 64,41, enquanto o WTI/fev valoriza 1,01%, a US$ 59,79. Já o minério de ferro fechou em queda de 0,49% em Dalian, na China, cotado a US$ 116,46/ton. 

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Na agenda econômica, o mercado acompanha hoje a divulgação da produção industrial dos Estados Unidos, além de discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed). 

No Brasil, os investidores aguardam os dados do IGP-10 e do IBC-Br, indicador do Banco Central considerado a prévia do PIB. Após recuar nos dois meses anteriores, o IBC-Br deve voltar a crescer em novembro. A mediana das estimativas aponta alta de 0,35%, após queda de 0,25% em outubro, com projeções que variam de recuo de 0,10% a avanço de 0,80%.

No cenário político e diplomático, a visita da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorre às vésperas da assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, prevista para este sábado (17), no Paraguai.

Em destaque no setor corporativo, a Petrobras encerrou 2025 com produção acima das metas do Plano de Negócios, impulsionada pelo pré-sal, enquanto a Brava Energia comprou ativos da Petronas no campo de Tartaruga Verde por US$ 450 milhões, segundo apuração do Valor Econômico.

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