O tradicional prato feito está mais caro em todas as regiões do País, segundo o Índice Prato Feito (IPF), elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio (FAC-SP). No segundo trimestre, o preço médio do item chegou a R$ 31,90, um aumento de 5,4% em relação ao trimestre terminado em março e de 7,2% frente a janeiro deste ano.
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Na prática, um trabalhador que almoça fora de casa em todos os dias úteis do mês gasta cerca de R$ 638 mensais apenas com o prato feito, considerando 20 refeições por mês.
O indicador subiu mesmo com a queda de 0,24% no preço dos alimentos registrado em junho pelo IPCA, já que, no mês anterior, a inflação para o setor foi de 1,33%. Para Rodrigo Simões Galvão, economista, coordenador e responsável técnico pelo estudo, o IPF permite observar a inflação sob a ótica da experiência cotidiana do consumidor.
“O prato feito é a economia servida no prato. Nele estão o arroz, o feijão e a carne, mas também o aluguel do ponto comercial, a energia elétrica, o salário dos funcionários, o transporte, os tributos, o custo financeiro e a margem do empresário. Quando o prato feito sobe, não é apenas o alimento que ficou mais caro; é toda a estrutura econômica pressionando o preço final.”
Segundo a Faculdade do Comércio, o IPF não substitui indicadores oficiais de inflação, como o IPCA. O objetivo é complementar a análise econômica por meio de um produto amplamente consumido e facilmente compreendido pela população.
O levantamento do segundo trimestre de 2026 contou com a maior base de dados da série histórica até o momento, com 887 observações válidas.
O valor do prato feito por região
Os dados regionais mostram diferenças relevantes no custo da refeição pelo país. O Sul registrou o maior preço médio de referência, seguido pelo Centro-Oeste. Ambas as regiões aparecem significativamente acima da média nacional.
| Região | Valor médio do PF |
| Sul | R$ 34,90 |
| Centro-Oeste | R$ 34,45 |
| Sudeste | R$ 31,99 |
| Nordeste | R$ 30,00 |
| Norte | R$ 29,99 |
A diferença entre o Sul, região mais cara, e o Norte, região mais barata, alcança aproximadamente 16,4%. Segundo os pesquisadores, fatores como custo dos imóveis comerciais, renda local, logística, mão de obra, concorrência e perfil de consumo ajudam a explicar a disparidade regional.