A inflação oficial do Brasil fica em 0,58% em maio de 2026, com impacto direto do grupo de alimentos e bebidas. A alimentação no domicílio sobe 1,65% no período, impulsionada pelo encarecimento de itens básicos da mesa dos brasileiros, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os itens mais caros
A batata-inglesa lidera as altas do mês, com aumento de 44,69% no preço. O tomate aparece na sequência, com avanço de 20,62%, seguido pela cebola, que sobe 16,80%. As carnes também registram incremento, com variação positiva de 1,39%.
O gerente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), José Fernando Gonçalves, explica que o movimento tem relação com a cadeia produtiva e de distribuição. "O aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis", afirma.
O que fica mais barato
Na contramão das altas, alguns produtos apresentam queda de preço no mês. O café moído registra recuo de 2,38% em maio, enquanto as frutas caem 0,70%.
No cenário geral, o grupo de alimentos e bebidas responde por metade da inflação do mês. O índice total de 0,58% representa uma desaceleração em relação a abril (0,67%). No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, a taxa chega a 3,20%.