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Governo não vê necessidade de retornar subvenção ao diesel mesmo com escalada da guerra

Para a Fazenda, não há necessidade de voltar com medida porque há outra ainda vigente para o diesel; retirada de subsídios na gasolina não deve acontecer nesta semana

13 jul 2026 - 12h06
(atualizado às 12h19)

BRASÍLIA - A equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que não há necessidade de retomar a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel, mesmo com a nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, com o barril na casa dos US$ 80, os efeitos são "moderados", e a Fazenda entende ter o know-how para lidar com esse impacto.

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Na pasta, a ideia é que não há necessidade de voltar com a subvenção, porque ainda há outra medida vigente no valor de R$ 1,12 para o diesel. Já a possível retirada de subsídios na gasolina, por exemplo, não deve acontecer nesta semana por conta da volatilidade alta ligada à guerra.

Sinal de alerta voltaria a acender no governo se o barril ultrapassar ou estacionar na casa dos US$ 90, segundo interlocutores
Sinal de alerta voltaria a acender no governo se o barril ultrapassar ou estacionar na casa dos US$ 90, segundo interlocutores
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

O governo também descarta lançar mão novamente do PLP dos combustíveis, que previa a possibilidade de cortar impostos, compensando com a receita extra de petróleo pelo preço elevado do barril no mercado internacional. O texto nunca foi votado na Câmara e havia sido abandonado com o arrefecimento do conflito.

Segundo pessoas a par do assunto ouvidas pela reportagem, o sinal de alerta voltaria a acender no governo se o barril ultrapassar ou estacionar na casa dos US$ 90. Até lá, o Executivo avalia ter condições de lidar com os efeitos nos preços com os instrumentos que já estão vigentes, mesmo que atrase a possível retirada de medidas emergenciais tomadas no passado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington assumirá o controle do Estreito de Ormuz e sugeriu que cobrará uma espécie de pedágio, ao declarar que o país será remunerado por garantir a segurança da principal rota marítima de exportação de petróleo do Oriente Médio. As declarações foram feitas em entrevista à Fox News, em meio à escalada das tensões com o Irã.

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Na manhã desta segunda, o mercado reage ao novo fechamento do Estreito de Ormuz anunciado pelo Irã após ataques dos EUA e aos ataques ucranianos contra a infraestrutura energética russa, enquanto a Rússia mantém restrições às exportações de diesel e avalia limitar as de gasolina e querosene de aviação, afirma Bruno Cordeiro, analista de mercado da StoneX.

O barril do Brent ampliou alta para mais de 4%, acima de US$ 79 por barril na manhã desta segunda, refletindo o aumento dos riscos à oferta global.

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