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Petróleo sobe com ameaça de Trump de impor sanções aos parceiros do Irã

21 ago 2026 - 16h34
Resumo
Os preços futuros do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira impulsionados pelas ameaças de Donald Trump de impor sanções severas aos parceiros comerciais do Irã, gerando receio de restrição na oferta global. Em resposta, Teerã prometeu uma reação devastadora. O Brent encerrou a semana com ganhos acumulados de 6,39% e o WTI subiu 5,66%, refletindo também o fim do acordo de paz entre os dois países e os cortes de produção promovidos por nações como Arábia Saudita e Iraque.

Os contratos futuros ‌de petróleo internacionais e dos Estados Unidos subiram nesta sexta-feira, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor sanções econômicas aos parceiros comerciais do Irã, aumentando as expectativas de uma oferta mais restrita nas próximas semanas.

Os futuros do petróleo Brent, ⁠referência internacional , fecharam a US$94,39 o barril, alta de 61 centavos, ‌ou 0,65%. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA fechou a US$87,06 o barril, alta de 23 centavos, ou 0,26%.

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O Brent ‌registrou alta de 6,39%, enquanto o ‌WTI subiu 5,66% nesta semana, com ambos atingindo suas maiores ⁠cotações desde 24 de julho na sessão anterior.

"As sanções têm sido a única coisa capaz de colocar o Irã na linha", disse John Kilduff, sócio da Again Capital.

O Irã afirmou nesta sexta-feira que sua resposta a quaisquer novas ameaças dos EUA ‌seria "devastadora", depois que Washington prometeu impor as sanções financeiras mais severas ‌da história com o ⁠objetivo de derrubar ⁠a liderança iraniana.

"O impacto imediato sobre a oferta pode ser limitado, já ⁠que as exportações iranianas já ‌estão fortemente restringidas pelo ‌bloqueio naval dos EUA", disse Crispus Nyaga, analista de pesquisa da Empire FX.

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"No entanto, um aumento nos incidentes com navios e retaliações contra as sanções econômicas poderiam agravar a ⁠situação atual, em um momento em que o tráfego pelo Estreito de Ormuz permanece bem abaixo dos níveis normais."

Mas estão sendo encontradas soluções alternativas e fontes de abastecimento enquanto o Estreito de Ormuz permanece restrito, disse ‌Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group.

"Ormuz ainda é um problema, mas não é mais a única questão", disse Flynn ⁠em uma nota matinal. "Oleodutos, navios de transporte, o xisto dos EUA, uma Venezuela em recuperação (embora com gargalos) e os Emirados Árabes Unidos sem restrições estão todos contribuindo com mais barris."

Os preços do petróleo subiram devido às preocupações com a contínua redução da oferta por parte dos principais produtores, como Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.

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O acordo de paz anterior entre os EUA e o Irã expirou nesta semana, sem que nenhuma das partes fizesse esforços para retomar as negociações.

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