Petrobras pode aumentar gasolina se houver redução de tributos, diz CEO

28 abr 2026 - 15h07

A Petrobras poderia ‌aumentar os seus preços da gasolina se um projeto do governo para reduzir tributos de combustíveis -- em momento em que a guerra no Irã eleva as cotações do petróleo -- for aprovado pelo Congresso Nacional, disse a CEO da ⁠companhia, Magda Chambriard, nesta terça-feira.

"Aguardamos o projeto do PIS ‌e Cofins na gasolina, o que para nós também é suficiente neste momento", disse ela a jornalistas, após ‌evento no Rio de Janeiro.

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"Não estamos ‌pressionados pelo preço porque toda nossa gasolina não ⁠precisa de importação líquida", acrescentou.

O país importa volumes comparativamente maiores de diesel, em relação à gasolina. Nos combustíveis do ciclo Otto, o Brasil conta ainda com a oferta de etanol, que complementa a oferta tanto pelo combustível hidratado, ‌usado diretamente nos carros flex, como pelo anidro, utilizado na ‌mistura com o ⁠combustível fóssil.

O governo ⁠anunciou na semana passada projeto de lei complementar para permitir que ⁠a arrecadação de receitas ‌extraordinárias com o preço ‌do petróleo mais alto seja usada para reduzir tributos sobre combustíveis, como PIS/Cofins.

Segundo ela, se for aprovada a proposta do governo, haveria margem para reajuste de preços ⁠da Petrobras, evitando ainda impactos para os consumidores, uma preocupação da administração federal em ano de eleição.

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"Acreditamos que a isenção de PIS e Cofins é suficiente para nós darmos respostas ao ‌nosso investidor público e privado. (O projeto) abre margem para o reajuste de preços da Petrobras, mas não para o ⁠consumidor, porque quando você reduz o PIS e Cofins tem espaço para produtores e importadores aumentarem preço de gasolina sem que isso chegue às distribuidoras", explicou.

Questionada se a Petrobras poderia aumentar o preço da gasolina, Magda disse que "se o Congresso Nacional assim entender, sim (pode haver aumento no preço da gasolina)".

Ela reiterou que a empresa não vai transferir ao consumidor brasileiro a "ansiedade" do momento e "todas as declarações do presidente norte-americano", Donald Trump.

O conflito no Irã, contudo, está completando dois meses.

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