Petrobras (PETR4) agita Braskem e paga acionistas; veja o impacto

12 fev 2026 - 11h57
Sede da Petrobras (PETR4), no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)
Sede da Petrobras (PETR4), no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)
Foto: Suno

A Petrobras (PETR4) entrou novamente no radar do mercado após divulgar duas decisões relevantes quase ao mesmo tempo: um movimento estratégico envolvendo a Braskem e a confirmação do pagamento atualizado de proventos referentes ao terceiro trimestre de 2025. As medidas combinam reposicionamento societário e retorno direto ao acionista, dois fatores que costumam influenciar a percepção de valor da companhia.

A Petrobras informou que seu Conselho de Administração decidiu não exercer direitos previstos em acordo de acionistas da Braskem, em meio a negociações envolvendo a transferência de participação da Novonor para um fundo de investimento. Ao mesmo tempo, a estatal confirmou a atualização monetária da remuneração aos investidores, com pagamento programado para fevereiro.

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Movimento estratégico envolvendo a Braskem

Em comunicado ao mercado, a Petrobras informou que, diante de uma potencial operação envolvendo a transferência de ações da Braskem detidas pela NSP Investimentos, subsidiária da Novonor, o Conselho de Administração aprovou o não exercício dos direitos de preferência e de tag along previstos no acordo de acionistas.

A companhia explicou que a decisão considera o estágio atual das negociações e autorizou a diretoria a adotar as medidas necessárias para implementar esse posicionamento.

A estatal também destacou que novas informações relevantes sobre o tema serão divulgadas ao mercado oportunamente, especialmente quando houver comunicação formal com os termos finais da eventual operação.

Na prática, a decisão indica que a Petrobras optou por não interferir diretamente na reorganização acionária em discussão, permitindo o avanço das tratativas envolvendo a participação na petroquímica.

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Dinheiro na conta: proventos do 3T25 atualizados

Além do tema societário, a Petrobras confirmou a atualização monetária da remuneração aos acionistas referente ao terceiro trimestre de 2025.

O pagamento ocorrerá sob a forma de juros sobre capital próprio, com valores corrigidos pela taxa Selic entre o fim de 2025 e a data de pagamento.

A companhia informou que a primeira parcela será paga em fevereiro, considerando a posição acionária de dezembro de 2025. Segundo o comunicado, os valores por ação incluem a correção monetária aplicada ao período.

A Petrobras também destacou que os créditos serão realizados automaticamente para acionistas com cadastro atualizado junto às instituições responsáveis pela custódia das ações.

O que essas decisões sinalizam ao mercado

A combinação de decisões revela duas frentes distintas da estratégia da Petrobras. De um lado, a estatal opta por uma postura cautelosa em relação à reorganização societária da Braskem, evitando compromissos adicionais em um processo ainda em negociação.

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De outro, mantém a política de remuneração ao investidor, com atualização dos valores distribuídos e previsibilidade de pagamento, reforçando a geração de caixa e a disciplina financeira. Esse equilíbrio entre estratégia corporativa e retorno ao acionista segue sendo um dos principais vetores de atenção do mercado em relação à companhia.

No radar dos investidores, PETR4 permanece como um ativo sensível tanto a movimentos societários relevantes quanto à política de distribuição de proventos, fatores que continuam moldando a percepção de valor da empresa no mercado.

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