Petrobras e Braskem ampliaram o limite de crédito entre si de R$ 350 milhões para R$ 2,35 bilhões para a compra de matérias-primas até o fim de 2026, com faturamento em 30 dias. A operação é garantida pela cessão fiduciária de direitos creditórios da Braskem de cerca de R$ 1 bilhão mensais em conta vinculada, exigindo retenção mínima de R$ 300 milhões e saldo de R$ 150 milhões para entrar em vigor. A Petrobras poderá suspender o limite se o fluxo mensal exigido não for cumprido.
A Petrobras e a Braskem vão aumentar o limite de crédito entre as duas empresas de R$350 milhões para R$2,35 bilhões para aquisição de matérias primas fornecidas pela Petrobras, informaram as empresas na noite de quarta-feira.
O contrato envolve o pagamento das matérias primas no prazo de 30 dias e tem vigência até o final de 2026, com manutenção dos efeitos até o vencimento das faturas emitidas durante a vigência do contrato.
As duas empresas disseram ainda que entre as garantias estará uma cessão fiduciária de direitos creditórios de clientes da Braskem no montante aproximado de R$1 bilhão por mês.
Este montante deverá ser pago numa conta vinculada com retenção mínima de R$300 milhões, sendo que após a retenção atingir tal montante e caso a Braskem estiver adimplente, todos os valores pagos nesta conta serão transferidos para a Braskem.
O documento emitido pela duas empresas prevê ainda que o limite de crédito somente se tornará efetivo após a constituição das contas vinculadas e a existência de saldo mínimo de R$150 milhões.
Está ainda previsto a suspensão do limite, a exclusivo critério da Petrobras, em caso de descumprimento do fluxo mínimo mensal de recebíveis direcionados à conta vinculada.