O número de norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego aumentou ligeiramente na semana passada, enquanto as demissões caíram para o menor nível em dois anos em julho, o que reflete a estabilidade do mercado de trabalho.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram em 1.000, para 199.000 em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 1º de agosto, informou o Departamento do Trabalho na quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 202.000 pedidos para a última semana.
Os pedidos caíram consideravelmente desde o pico registrado no início de junho. Embora parte dessa queda reflita dificuldades no ajuste dos dados às flutuações sazonais do verão, as demissões permaneceram em níveis muito baixos, apesar do choque nos preços do petróleo causado pela guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
Também não há sinais de perdas generalizadas de empregos relacionadas à expansão da inteligência artificial, com as demissões restritas principalmente ao setor de tecnologia.
Um relatório separado da empresa global de recolocação profissional Challenger, Gray and Christmas, divulgado nesta quinta-feira, mostrou que os cortes planejados por empregadores sediados nos EUA caíram 27%, para 33.429 em julho, o nível mais baixo desde julho de 2024. As demissões anunciadas caíram 46% em relação ao ano anterior. As demissões planejadas até agora neste ano estão 41% abaixo do mesmo período de 2025.
"O ritmo das demissões caiu drasticamente neste verão", disse Andy Challenger, diretor de receitas da Challenger, Gray and Christmas. "Os planos de demissão continuam sendo anunciados principalmente no setor de tecnologia, e a inteligência artificial continua sendo o tema central, à medida que os investimentos nessa tecnologia remodelam as organizações."
A estabilidade do mercado de trabalho dá ao Federal Reserve margem para se concentrar nas repercussões da inflação decorrentes do conflito no Oriente Médio, que já está em seu sexto mês, afirmaram economistas.
O banco central dos EUA manteve na semana passada sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%. Três membros do comitê de política monetária do Fed discordaram, defendendo um aumento de 0,25 ponto percentual.