O foco permanece nas tratativas para um acordo que possa reduzir as tensões no Oriente Médio e normalizar o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Os contratos futuros do petróleo avançam após o Irã anunciar um entendimento com Omã sobre uma proposta de rota de navegação no estreito.
Os mercados globais operam sem direção única nesta quinta-feira (6), enquanto investidores acompanham a temporada de balanços e os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã. O foco permanece nas tratativas para um acordo que possa reduzir as tensões no Oriente Médio e normalizar o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Os contratos futuros do petróleo avançam após o Irã anunciar um entendimento com Omã sobre uma proposta de rota de navegação no estreito. Segundo a Reuters, o acordo em discussão prevê conceder a Teerã o controle sobre os navios que entram no Golfo Pérsico, embora ainda existam divergências sobre a abrangência desse controle e sobre a cobrança de tarifas pelo uso da passagem.
O Brent para outubro sobe 1,27%, a US$ 80,46 por barril, enquanto o WTI para setembro avança 1,02%, para US$ 75,99.
Mercado global oscila com fraqueza no setor de tecnologia e expectativa de acordo entre EUA e Irã. Na Ásia, as bolsas fecharam em queda, pressionadas pela realização de lucros no setor de tecnologia. O índice Kospi, da Coreia do Sul, despencou 4,58%, no pior desempenho da região, após resultados e projeções decepcionantes de empresas americanas de semicondutores, como AMD, Sandisk e Western Digital.
No Brasil, os investidores repercutem a decisão do Copom, que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, conforme esperado. Sem indicar os próximos passos da política monetária, o Banco Central reiterou que a trajetória do petróleo, dos juros nos Estados Unidos e da inflação seguirá determinando as futuras decisões.
A autoridade também reconheceu a desaceleração gradual da atividade econômica e da inflação, mas manteve um discurso cauteloso ao destacar a resiliência do mercado de trabalho, a desancoragem das expectativas e o balanço de riscos ainda assimétrico para a alta.
A avaliação predominante do mercado é de que o ciclo de flexibilização permanece aberto, mas dependerá da evolução dos próximos indicadores econômicos.
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