Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem em meio a número baixo de demissões

18 jun 2026 - 09h58

O número de ‌norte-americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego diminuiu na semana passada uma vez que as demissões permaneceram em níveis baixos, sustentando o mercado de trabalho.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em ⁠4.000, para 226.000 em dado ajustado sazonalmente na ‌semana encerrada em 13 de junho, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas ‌consultados pela Reuters previam 225.000 ‌pedidos para a última semana.

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Embora os ⁠pedidos tenham ficado nas últimas semanas na faixa superior do intervalo de 190.000 a 230.000 registrado neste ano, o mercado de trabalho recuperou o ímpeto, registrando três meses consecutivos de forte ‌criação de empregos, após oscilações em 2025. O ‌número baixo de ⁠demissões manteve ⁠a taxa de desemprego em 4,3% por três meses ⁠consecutivos.

Os pedidos tendem ‌a aumentar no ‌início do verão, já que alguns Estados permitem que funcionários não docentes solicitem o auxílio-desemprego durante as longas férias escolares. Os fatores ⁠sazonais — o modelo usado pelo governo para eliminar as flutuações sazonais dos dados — nem sempre captam essas variações.

O Federal Reserve manteve na quarta-feira sua taxa ‌básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, mas as projeções trimestrais atualizadas mostraram que ⁠as autoridades esperam aumentar os custos dos empréstimos ainda este ano, em meio a crescentes preocupações com a inflação.

O chair do Fed, Kevin Warsh, disse a repórteres que os membros do Fed "consideraram que o mercado de trabalho estava estável" e que "havia algumas pessoas no comitê que achavam que a tendência era ainda melhor do que isso".

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Warsh acrescentou: "Eu diria que os dados sobre o emprego vêm evoluindo na direção certa".

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