O número de norte-americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego diminuiu na semana passada uma vez que as demissões permaneceram em níveis baixos, sustentando o mercado de trabalho.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 4.000, para 226.000 em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 13 de junho, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 225.000 pedidos para a última semana.
Embora os pedidos tenham ficado nas últimas semanas na faixa superior do intervalo de 190.000 a 230.000 registrado neste ano, o mercado de trabalho recuperou o ímpeto, registrando três meses consecutivos de forte criação de empregos, após oscilações em 2025. O número baixo de demissões manteve a taxa de desemprego em 4,3% por três meses consecutivos.
Os pedidos tendem a aumentar no início do verão, já que alguns Estados permitem que funcionários não docentes solicitem o auxílio-desemprego durante as longas férias escolares. Os fatores sazonais — o modelo usado pelo governo para eliminar as flutuações sazonais dos dados — nem sempre captam essas variações.
O Federal Reserve manteve na quarta-feira sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, mas as projeções trimestrais atualizadas mostraram que as autoridades esperam aumentar os custos dos empréstimos ainda este ano, em meio a crescentes preocupações com a inflação.
O chair do Fed, Kevin Warsh, disse a repórteres que os membros do Fed "consideraram que o mercado de trabalho estava estável" e que "havia algumas pessoas no comitê que achavam que a tendência era ainda melhor do que isso".
Warsh acrescentou: "Eu diria que os dados sobre o emprego vêm evoluindo na direção certa".