ONS estima reservatórios de água abaixo dos 50% no Sudeste e Centro-Oeste no fim de janeiro

Boletim divulgado nesta sexta-feira, 9, aponta que volume armazenado no fim do mês será de 46,7%, abaixo da previsão de 52%; armazenamento de usinas hidrelétricas das duas regiões é conhecido como 'caixa d'água do País'

9 jan 2026 - 14h28
(atualizado às 18h45)

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) atualizou as estimativas para o mês de janeiro e passou a prever que o armazenamento nos reservatórios das usinas hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste, conhecido como a "caixa d'água do País", terminará o mês abaixo dos 50% de capacidade.

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De acordo com boletim divulgado nesta sexta-feira, 9, a Energia Armazenada (EAR), como é formalmente chamado o indicador, esperada para o submercado ao fim do mês deve ser de 46,7%. O montante está acima dos níveis atuais, que estão em 43,0%, mas caiu em relação à projeção anterior, de 52,0%.

FR12 SAO PAULO - SP - 27/12/2025 - EXCLUSIVO EMBARGADO - CIDADES - RESERVATÓRIO JAGUARI-JACAREÍ - O reservatório Jaguari-Jacareí, no interior do estado de São Paulo, no município de Joanópolis, opera com menos de 18% de sua capacidade em meio à pior seca da última década.O maior reservatório paulista, responsável pelo abastecimento de cerca de 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo, sofre os efeitos de três anos consecutivos de chuvas abaixo da média histórica, cenário que levou ao agravamento das medidas de racionamento de água na capital. FOTO: Felipe Rau/Estadão
FR12 SAO PAULO - SP - 27/12/2025 - EXCLUSIVO EMBARGADO - CIDADES - RESERVATÓRIO JAGUARI-JACAREÍ - O reservatório Jaguari-Jacareí, no interior do estado de São Paulo, no município de Joanópolis, opera com menos de 18% de sua capacidade em meio à pior seca da última década.O maior reservatório paulista, responsável pelo abastecimento de cerca de 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo, sofre os efeitos de três anos consecutivos de chuvas abaixo da média histórica, cenário que levou ao agravamento das medidas de racionamento de água na capital. FOTO: Felipe Rau/Estadão
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

A redução reflete a queda nas chuvas esperados sobre os reservatórios medidos pela Energia Natural Afluente (ENA). No Sudeste/Centro-Oeste, este indicador saiu dos 82% da Média de Longo Termo (MLT) na previsão anterior para 65% da média história, ou 42.820 MWmed.

No Nordeste, a expectativa de armazenamento também ficou abaixo dos 50%, segundo o novo boletim. A previsão foi reduzida de 53,2% para 49,6% da média de 95 anos para o mês. Se confirmado, o montante ainda representará uma alta de 2,3 p.p. em relação aos níveis atuais. A projeção de afluência também caiu na região de 48% para 41% da média histórica, ou 5.452 MWmed.

No Norte, por sua vez, o armazenamento esperado para o encerramento do mês foi para 50,5%, redução de 9,6 p.p. em relação à estimativa anterior. Já a ENA esperada caiu de 90% da média histórica para 59%, ou 9.333 MWmed.

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O Sul, por outro lado, segue como a única região do País onde se espera chuvas acima da média histórica para o mês. Lá, o ONS espera uma afluência de 7.731 MWmed, ou 102% da MLT. Apesar disso, o indicador caiu 2 p.p. em relação ao previsto anteriormente. No armazenamento, a projeção também caiu e ficou em 63,7% no encerramento de janeiro, abaixo dos 69,6% medidos hoje.

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