O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse nesta quarta-feira, 7, que é plenamente possível aprovar o fim da escala 6x1 em ano eleitoral. Ele participa do programa Bom Dia, Ministro da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
"Se é possível no calendário do ano eleitoral você aprovar uma medida tão importante como essa e com forte impacto no mercado de trabalho e no ambiente do mercado de trabalho? Sim, isso é plenamente possível. Muita gente vê como uma contradição, eu vejo como uma possível oportunidade", afirmou.
Segundo ele, essa é uma prioridade do governo porque essa escala seria a mais cruel. Ele destacou, entretanto, que a mobilização social é fundamental para ajudar no convencimento dos congressistas e dos empresários.
"Eu chamo a atenção disso porque a efetiva participação da sociedade é um motor necessário, importante no processo de convencimento a cada deputado e deputada, a cada senador e senadora e ao empresariado também", disse.
E repetiu: "É plenamente possível fazer, é plenamente possível dizer a toda a atividade econômica do Brasil que é possível você acabar com a seis por um, mantendo as necessidades econômicas do país."
Trabalho por aplicativo
Marinho disse também que o Congresso tem todas as condições de aprovar uma regulamentação do trabalho por aplicativos. "Tem todo um acúmulo de debate e tem todas as condições do Congresso Nacional debruçar sobre esse assunto agora, no primeiro semestre, e aprovar a regulação dos trabalhos por aplicativos, que eu acho que seria muito bem-vindo", afirmou.
Segundo ele, porém, seria muito arriscado autorizar serviços como mototáxi em cidades grandes como São Paulo por conta do elevado risco de acidentes de trânsito.
"Eu, pessoalmente, acho muito arriscado, em cidades com a complexidade da cidade de São Paulo, autorizar mototáxi, transporte de pessoas por moto. Isso é comprovadamente um assustador da quantidade de acidentes", disse.
Ministério
O ministro disse que não será candidato em 2026 e que ficará no governo até o fim do mandato, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"O presidente pediu para eu ficar no governo. Portanto, não serei candidato a deputado federal este ano. Sou deputado federal licenciado para cumprir o papel de ministro, e continuarei no governo. Portanto, não serei candidato", afirmou.
Ele é deputado federal eleito por São Paulo. Segundo o ministro, neste ano o presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC paulista, Moisés Selerges Júnior, é pré-candidato ao cargo.