Norueguesa Equinor planeja aumento acentuado na produção internacional de petróleo e gás até 2030

10 fev 2026 - 15h46
(atualizado às 18h09)

A carteira internacional de petróleo ‌e gás da Equinor voltará a crescer nos próximos anos, já que o grupo norueguês tem como meta um aumento acentuado da produção no exterior até 2030, disse o chefe de operações internacionais da empresa à Reuters.

Após o recente desinvestimento em ativos onshore na Argentina, ⁠a Equinor agora produz petróleo e gás em sete países fora ‌da Noruega, contra uma dúzia em 2019.

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Embora se espere que a produção doméstica permaneça estável, a Equinor pretende aumentar a produção ‌de petróleo no exterior para mais de ‌900.000 barris de óleo equivalente por dia (boed) até 2030, versus ⁠cerca de 730.000 boed em 2025, um aumento de pelo menos 23%.

"Desinvestimos em ativos mais maduros que estavam começando a declinar... e, apesar de todo o desinvestimento, ainda vemos um crescimento para 900.000 barris", disse Philippe Mathieu.

O crescimento projetado é sustentado pelos projetos Bacalhau e ‌Raia da empresa no Brasil, pelo projeto Sparta da Shell no Golfo ‌do México e pelo ⁠aumento dos ⁠volumes da Adura, sua joint venture britânica com a Shell.

"Nosso foco principal nos Estados ⁠Unidos e no Brasil é ‌fazer o portfólio crescer ‌organicamente", disse Mathieu.

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O Bacalhau, que começou a produção em outubro, está avançando para atingir 220.000 barris de petróleo por dia no segundo semestre de 2026. O Raia deve começar a produção ⁠em 2028.

A Equinor também está se aproximando de um marco de investimento para Bay du Nord, um dos maiores projetos petrolíferos planejados do Canadá, a 500 km da costa no Atlântico Norte.

"Estamos a poucas semanas do Decision Gate 2... ‌quando começaremos a usar muito dinheiro", disse Mathieu, referindo-se à aprovação do conceito de desenvolvimento.

Os custos do projeto foram reduzidos por meio ⁠de um desenvolvimento em fases, inicialmente visando mais de 400 milhões de barris de petróleo, acrescentou ele.

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A Equinor retomou as negociações com o governo da Tanzânia sobre seu projeto planejado de GNL, mas a empresa também deve avaliar os riscos políticos após a violência pós-eleitoral do ano passado na nação da África Oriental, disse Mathieu.

Além de 2030, a Equinor está se posicionando para novas explorações no Brasil, Angola e no Golfo dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que avalia novas áreas potenciais, disse Mathieu.

"Não vai ser nada louco, vai ser muito direcionado. São os suspeitos de sempre: Mediterrâneo Oriental, Namíbia", disse Mathieu.

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