O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, disse nesta manhã de quinta-feira que "segue válido" o sinal dado pela instituição em janeiro de que haverá uma "calibragem" da Selic este mês, reiterando expectativa de corte da taxa básica.
"Em janeiro optamos por avisar que o BC antevia uma calibração para a reunião do Copom deste mês", disse David durante palestra em evento do Goldman Sachs, em São Paulo. "Isso segue válido."
Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano, mas sinalizou de forma clara a intenção de iniciar o processo de cortes da taxa.
No mercado, a principal dúvida é sobre qual será o tamanho do corte na reunião deste mês, após a incerteza global ter aumentado com o início da guerra de EUA e Israel contra o Irã. Desde então, investidores reduziram as apostas em um corte de 50 pontos-base e elevaram as posições em uma redução de 25 pontos-base.
Em sua fala, David pontuou que o BC "não reage a ruídos" e que o horizonte da política monetária é de 18 meses.
"Estamos pilotando um petroleiro", comparou.
David disse que é natural imaginar que se preço do petróleo sobre, há pressão inflacionária, mas ele argumentou que, caso esse evento tivesse acontecido há seis meses, seria "bastante mais complexo" do que agora.