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Wall Street tem desempenho misto em meio a quedas de gigantes de tecnologia

25 jun 2026 - 17h28
(atualizado às 18h54)

O ‌Nasdaq fechou em queda nesta quinta-feira, prejudicado por perdas nas ações das grandes empresas de tecnologia, enquanto o S&P encerrou perto da estabilidade e o Dow Jones teve alta, com investidores analisando novos dados econômicos.

As ações do setor de tecnologia reverteram ganhos iniciais e passaram a cair, pesando sobre ⁠o Nasdaq, à medida que os investidores se preocupavam com os gastos das ‌gigantes da tecnologia com inteligência artificial. Esses temores superaram sinais favoráveis sobre a demanda por IA vindos da Micron e da Qualcomm.

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O Nasdaq estava ‌a caminho de sua maior queda mensal desde ‌março de 2025.

A Apple caiu 6,1% após aumentar os preços dos ⁠iPads e MacBooks para compensar o aumento dos custos dos chips de memória e armazenamento. As ações da Nvidia, da Microsoft e da Alphabet também registraram quedas entre 0,5% e 3,5%.

A Micron disparou 15,7% depois que seus lucros e previsões superaram as estimativas de Wall Street. Ainda assim, preocupações ‌com os gastos financiados por dívidas das hyperscalers e os temores de uma ‌postura mais dura com a ⁠inflação do Federal ⁠Reserve continuaram pesando sobre o mercado nesta semana.

"O mercado percebeu que os lucros e ⁠receitas estrondosos de uma empresa significam ‌que outra está pagando o ‌preço por isso no futuro", disse Carol Schleif, diretora de investimentos da BMO Family Office. "Para a Micron gerar o tipo de lucro e receita que gera, isso está saindo do bolso de outra empresa."

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A fabricante ⁠de chips de memória Sandisk também disparou 22%. Qualcomm, Western Digital e Seagate Technology registraram altas.

O índice Dow Jones subiu 0,14%, para 51.920,62 pontos. O S&P 500 teve variação negativa de 0,01%, para 7.357,49 pontos, e o Nasdaq Composite recuou 0,46%, para ‌25.358,60 pontos.

O índice Philadelphia SE Semiconductor subiu 3,2% e está a caminho de registrar seu melhor trimestre já registrado, de acordo com dados da LSEG.

O ⁠Departamento de Comércio dos EUA divulgou uma série de dados nesta quinta-feira.

A inflação nos EUA aumentou ainda mais em maio, ultrapassando os 4,0% pela primeira vez em três anos devido aos preços mais altos da energia.

Em resposta às crescentes pressões inflacionárias, os operadores de mercado prevêem que o Fed elevará as taxas de juros em pelo menos 25 pontos-base antes do final do ano, de acordo com dados da LSEG.

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A estimativa final dos dados do PIB dos EUA do primeiro trimestre mostrou que a economia cresceu 2,1%, em comparação com uma estimativa anterior de 1,6%. Enquanto isso, dados sobre pedidos de auxílio-desemprego mostraram uma queda maior do que o esperado no número de norte-americanos que solicitaram o benefício.

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