Marca alemã famosa por bonequinhos de plástico vai fechar sua única unidade fabril no país de origem, afetando centenas de operários. Playmobil vai concentrar produção em fábricas na República Tcheca e Malta.A marca de brinquedos Playmobil vai deixar de fabricar seus famosos bonequinhos de plástico na Alemanha, seu país de origem.
A empresa informou que está transferindo todas operações da sua fábrica em Dietenhofen, no sul da Alemanha, para o exterior. A medida visa cortar custos, diante da queda de vendas e receitas da empresa.
A fábrica, que contava com cerca de 350 funcionários, será fechada no final de junho. Segundo um porta-voz da empresa, a equipe foi colocada em licença remunerada na segunda-feira (22/06).
A linha Playmobil foi lançada em 1974 pelo alemão Horst Brandstätter. Nas décadas seguintes, a Playmobil - com seus bonecos, veículos e linhas temáticas com piratas, cavaleiros e veículos de resgate - fez parte da infância de muitos na Alemanha, e também no exterior, incluindo no Brasil. Por décadas, a marca foi encarada a principal concorrente da dinamarquesa Lego.
"Playmobil continua enraizada na Alemanha"
De acordo com a Playmobil, a produção será agora consolidada nas fábricas da empresa em Malta e na República Tcheca. Mas o desenvolvimento de produtos, a administração, o marketing, as vendas e a logística permanecerão na Alemanha, afirmou o porta-voz.
"A Playmobil, como fabricante de brinquedos com longa tradição, continua enraizada na Alemanha", declarou.
O sindicato lamentou a decisão, comunicada aos trabalhadores ainda em fevereiro.
Em maio, o Grupo Brandstätter, dono da Playmobil, informou que a receita havia caído para 409 milhões de euros (R$ 2,4 bilhões) no ano financeiro de 2024-2025.
O grupo argumenta que o fechamento da fábrica em Dietenhofen era inevitável devido aos altos custos de salários e energia.
O anúncio do Grupo Brandstätter ocorre em meio a uma crise no setor industrial alemão nos últimos anos. Com a economia estagnada e custos nas alturas, outras empresas conhecidas do país, como Volkswagen, Bosch, Thyssenkrupp, Basf e Bayer, anunciaram planos para reduzir produção na Alemanha, afetando dezenas de milhares de trabalhadores.
ra (dpa)
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