Novo golpe muda QR Code do Pix e desvia dinheiro de compras on-line

Segundo a empresa de cibersegurança Kaspersky, 90 lojas virtuais no Brasil já foram prejudicadas pela fraude

8 set 2026 - 18h44
Mecanismo de devolução do Pix terá botão de autoatendimento, para que clientes contestem transações em caso de golpe, fraude e coerção
Mecanismo de devolução do Pix terá botão de autoatendimento, para que clientes contestem transações em caso de golpe, fraude e coerção
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Estadão

Um novo dispositivo fraudulento altera o QR Code do Pix nas páginas de pagamento de lojas virtuais e atinge e-commerces brasileiros. A empresa de cibersegurança Kaspersky já identificou 90 lojas virtuais de pequeno e médio porte no Brasil infectadas por um programa maliciosos que substitui o código Pix original, de modo a desviar os valores das transações.

O golpe foi descoberto recentemente pelo pesquisador de segurança independente conhecido como “eremit4”. Segundo a Kaspersky, o programa malicioso atua desde junho de 2025 e já afetou lojas de diversos segmentos, como óticas, autopeças, moda e plataformas de vaquinhas virtuais. Há, também, um ponto em comum entre as vítimas: o uso da plataforma de comércio eletrônico de código aberto Magento.

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Os criminosos utilizam seis domínios de comando e controle para injetar o código QR Code malicioso nas páginas de pagamento. Assim que o cliente seleciona a modalidade de transação, o código troca instantaneamente o QR Code gerado pela loja, além dos dados da opção “copia e cola”.

Para o lojista, a compra aparece como “abandonada” ou “pendente”, pois o sistema oficial da loja não registra o recebimento. O cliente, por sua vez, só percebe que foi vítima ao entrar em contato com a empresa para reclamar do atraso na entrega. É o intervalo suficiente para os criminosos repassarem o dinheiro roubado para diversas contas de “laranjas”, o que dificulta a recuperação do valor.

A Kaspersky aponta que alguns sites afetados adotaram medidas provisórias após receberem denúncias de clientes. Algumas lojas removeram o QR Code e passaram a exibir apenas a chave Pix (CNPJ), solicitando o envio manual do comprovante. Outras inseriram dados do beneficiário real abaixo do código para estimular a dupla verificação.

Como se proteger?

Lojistas

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Mantenha a plataforma atualizada: Instale correções de segurança e evite versões sem suporte oficial, que podem facilitar invasões;

Reforce a autenticação: Ative a autenticação em dois fatores (2FA) e use senhas fortes e exclusivas para o painel administrativo e serviços da loja

Monitore o checkout: Verifique regularmente a integridade dos arquivos e da página de pagamento para identificar alterações suspeitas, inclusive no QR Code e no código “copia e cola” do Pix;

Valide os pagamentos: Monitore pedidos que permaneçam pendentes ou abandonados por tempo incomum e confira se os valores foram efetivamente recebidos;

Mostre os dados do beneficiário: Informe nome e CNPJ da empresa na página de pagamento e oriente o cliente a conferir esses dados antes de concluir o Pix.

Consumidores

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Confira o beneficiário: Antes de confirmar o Pix, verifique se o nome e o CNPJ exibidos no aplicativo do banco correspondem à loja ou ao intermediador oficial do pagamento. Se houver divergência, não conclua a transação;

Desconfie de inconsistências: Se o QR Code ou o código “copia e cola” apresentar dados diferentes ou qualquer comportamento estranho, interrompa o pagamento e procure a loja por um canal oficial;

Mantenha o dispositivo protegido: Use um software de segurança atualizado e, diante de qualquer alerta de página comprometida, interrompa a navegação e não finalize a compra.

Fonte: Portal Terra
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