Os contratos futuros do minério de ferro caíram nesta quarta-feira, conforme o aumento das taxas de frete devido à guerra no Oriente Médio passou a restringir as exportações de aço.
Por outro lado, os preços foram sustentados pelas compras mais limitadas por parte das siderúrgicas chinesas, devido à alta dos custos de energia.
O contrato de maio do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China recuou 0,12%, a 811 iuanes (US$117,97) a tonelada.
O minério de ferro de referência para abril na Bolsa de Cingapura caía 0,97%, a US$107,75 a tonelada.
O aumento das taxas de frete devido à guerra no Oriente Médio dificultou a exportação de produtos de aço acabados, já que os armadores se recusam a comprometer a tonelagem em meio às incertezas. Ao mesmo tempo, os custos altos de energia forçaram as usinas siderúrgicas a manter os preços elevados, desencorajando os compradores, segundo um relatório do Shanghai Metals Market.
A demanda fraca também está pesando sobre o mercado. A queda na produção chinesa de aço em janeiro e fevereiro levou as usinas siderúrgicas a adiarem a formação de estoques, informou uma nota do ANZ nesta quarta-feira.
A demanda por certos tipos de minério de ferro também passou por uma mudança estrutural, com os finos de IOCJ e os finos de PB desestocados rapidamente, enquanto os finos de Mac e os finos indianos tiveram um acúmulo de estoques nos portos chineses, de acordo com outra nota do Shanghai Metals Market.
No entanto, espera-se que a oferta mais limitada devido às restrições de compra colocadas pela China Mineral Resources Group (CMRG), compradora estatal de minério de ferro da China, dê suporte aos fundamentos do minério de ferro no curto prazo, acrescentou a nota.
Enquanto isso, o novo presidente-executivo da BHP, Brandon Craig, disse na quarta-feira que as negociações com a China continuarão, em meio à proibição da CMRG aos produtos da maior mineradora do mundo para controlar preços.