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Lula diz que dívida pública não é motivo de preocupação e assegura superávit este ano

27 ago 2026 - 22h05
(atualizado às 22h19)
Resumo
O presidente Lula afirmou que a dívida pública, que atingiu 81,9% do PIB, não preocupa e será diluída pelo crescimento econômico, prevendo superávit fiscal de 0,1% este ano. Apesar das críticas do mercado e dos altos juros exigidos pelos investidores, Lula defendeu a responsabilidade fiscal de sua equipe, descartou cortes drásticos de gastos e rejeitou a privatização dos Correios, priorizando investimentos em crescimento, exploração de minerais críticos e avanço tecnológico.

O presidente Luiz Inácio ‌Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que a dívida pública do país não é motivo de preocupação e prometeu que haverá um superávit fiscal este ano.

Ao ser questionado em entrevista ao Jornal Nacional sobre o aumento da dívida ⁠pública para mais de 80% do Produto Interno Bruto (PIB) ‌durante seu atual mandato, Lula disse que o crescimento econômico do país vai ajudar a reduzir a dívida.

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"A ‌mim não preocupa a dívida pública", ‌disse Lula. "Eu herdei o governo com déficit fiscal ⁠de 2,8%... esse ano vamos ter superávit primário de 0,1%. Se tem alguém que tem responsabilidade fiscal sou eu."

A dívida bruta brasileira aumentou mais de 10 pontos percentuais desde que Lula iniciou seu atual mandato em janeiro ‌de 2023, chegando a 81,9% do PIB.

Atualmente, o Brasil paga ‌cerca de 7,5% ⁠em taxas de ⁠juros reais sobre títulos públicos com vencimento em 2045, o que ⁠ressalta o alto prêmio ‌que os investidores estão ‌exigindo para financiar o país no longo prazo, em meio a dúvidas sobre sua capacidade de controlar o rápido crescimento dos gastos obrigatórios.

"Na medida que você ⁠começa a crescer a economia, a dívida começa a cair em relação ao PIB. 80% de dívida não é muito se você olhar para países como os EUA, o Japão e ‌a Itália", disse Lula.

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Com a condução da política econômica do governo sob contínua crítica do mercado financeiro, o presidente ⁠disse que tem uma equipe com muita responsabilidade fiscal.

Questionado sobre a necessidade de corte de gastos para equilibrar as contas, Lula disse que tem como compromisso fazer a economia brasileira crescer, mencionando que espera fazer uma "revolução tecnológica" em seu próximo mandato e explorar minerais críticos e terras raras.

Lula também afirmou que não considera vender os Correios, que enfrentam uma crise há anos. Ele disse que pretende recuperar a estatal para que a empresa possa prestar um serviço de qualidade.

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