O JP Morgan elevou a recomendação da Tesla , liderada por Elon Musk, de "underweight" para "neutro" nesta sexta-feira, argumentando que a valorização da fabricante de veículos elétricos é cada vez mais impulsionada por sua incursão na direção autônoma e na robótica, em vez dos lucros no curto prazo.
A visão mais otimista em relação à Tesla surge no momento em que Musk busca expandir-se em diversos empreendimentos tecnológicos. Musk também está levando a SpaceX a abrir o capital, em uma operação que pode se tornar a maior oferta pública inicial (IPO) da história, com uma avaliação de cerca de US$1,7 trilhão e estreia prevista no mercado para 12 de junho.
Investidores estão olhando mais além da desaceleração do negócio principal de veículos elétricos da Tesla e se concentrando em oportunidades de crescimento futuro, incluindo táxis robóticos, robôs humanóides, chips de IA e serviços de software que poderiam redefinir o perfil de lucros da empresa na próxima década, afirmou a corretora.
Os analistas liderados por Rajat Gupta, que assumiram a cobertura das ações no mês passado, destacaram o nível incomparável de integração vertical da Tesla em hardware e software.
"Acreditamos que esse aspecto ainda é um pouco subestimado e mal compreendido, apesar da vantagem inicial que ele proporciona."
Refletindo esse otimismo, o JP Morgan elevou seu preço-alvo para as ações da Tesla de US$145 para US$475.
A corretora também estima que o lucro por ação (EPS) da Tesla possa "iniciar uma virada" após 2028 e quase triplicar, passando de cerca de US$1,95 em 2026 para aproximadamente US$7,50 até 2030.
A Tesla divulgou um EPS ajustado de US$0,41 para o primeiro trimestre de 2026.