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IPO avalia Shein em US$26,5 bilhões, dizem fontes

27 ago 2026 - 13h14
Resumo
O IPO da Shein em Hong Kong deve arrecadar US$ 1,7 bilhão e avaliar a varejista em US$ 26,5 bilhões, bem abaixo do pico de quase US$ 100 bilhões em 2022. A operação acontece em meio ao desaquecimento da demanda de investidores, desaceleração no crescimento das receitas, margens menores e maiores pressões regulatórias e concorrenciais. Cerca de 80% dos recursos captados serão direcionados para investimentos em tecnologia e na expansão global da marca.

A Shein, varejista online de fast-fashion, deve fixar o preço de sua oferta pública inicial (IPO) em Hong Kong próximo ao ponto médio da faixa divulgada, levantando US$1,7 bilhão e avaliando a empresa em cerca de US$26,5 bilhões, segundo duas fontes a par do assunto.

A empresa deve fixar o preço da oferta em 48,56 dólares de ⁠Hong Kong por ação, próximo ao ponto médio da variação de 47,60 a 49,50 ‌dólares de Hong Kong, disseram as fontes, arrecadando cerca de 13,6 bilhões de dólares de Hong Kong (US$1,73 bilhão).

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A Shein não comentou o assunto.

A avaliação confirma uma reportagem ‌da Reuters da semana passada de que a oferta ‌pública inicial (IPO) da Shein estava prevista para avaliar a empresa em cerca ⁠de um quarto de seu pico no mercado privado, de quase US$100 bilhões, em 2022, e bem abaixo dos US$66 bilhões avaliados em uma rodada de captação de recursos de 2023.

A Shein, com sede em Cingapura e fundada na China, lançou a oferta pública inicial (IPO) em Hong Kong na segunda-feira. O livro de subscrição da oferta ‌foi totalmente coberto, informou a Reuters na terça-feira.

As taxas de subscrição de investidores institucionais e ‌de varejo para a ⁠oferta pública inicial da ⁠Shein serão divulgadas na segunda-feira, um dia antes do início das negociações das ações na Bolsa ⁠de Valores de Hong Kong.

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No entanto, a ‌demanda dos investidores de varejo ‌pelas ações da Shein não foi excessivamente forte, afirmou Alvin Cheung, diretor associado da corretora de valores de Hong Kong Prudential Brokerage.

Cheung disse que o entusiasmo por novas listagens enfraqueceu em Hong Kong após uma correção no mercado asiático ⁠em julho, enquanto as perspectivas de crescimento da Shein estão sendo questionadas por investidores e analistas em meio ao aumento dos custos e à crescente concorrência online.

Cheung disse que os investidores pensaram: "A Shein não abriu capital em Hong Kong quando estava no auge; por que deveríamos comprá-las agora (que ‌o crescimento está em declínio)?"

O IPO vem após tentativas nos últimos quatro anos de abrir capital em Nova York e Londres. A Shein, conhecida por vender vestidos de US$5 ⁠e jeans de US$10 em cerca de 160 países, enfrentou desafios regulatórios e pressões comerciais em seus principais mercados nos Estados Unidos e na Europa.

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Investidores-âncora, liderados pelos acionistas atuais Boyu Capital, Tiger Global e General Atlantic, subscreveram cerca de US$383 milhões em ações, segundo o prospecto da empresa. Tencent, Greenwoods, Taikang Life e UBS Asset Management também comprarão ações.

A Shein informou que utilizará cerca de 80% dos recursos arrecadados para aprimorar tecnologia e expandir marca e alcance global.

A Shein enfrenta crescimento mais lento de receita, lucro mais fraco e margens em declínio, o que agrava as preocupações com custos mais elevados, regulamentação mais rígida e concorrência.

A empresa espera que o crescimento da receita no primeiro semestre corresponda, em linhas gerais, aos 1,1% registrados no primeiro trimestre, enquanto sua margem operacional deve cair ligeiramente.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
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