O transporte por aplicativo foi o serviço que registrou a maior alta de preços em 2025, com avanço de 56,08%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 9.
O IPCA avançou 0,33% em dezembro e encerrou o ano passado com alta acumulada de 4,26%, resultado abaixo do teto de 4,5% da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
A inflação foi puxada principalmente pelo grupo Habitação, que teve alta de 6,79% em 2025, com impacto de 1,02 ponto percentual no índice. Em seguida aparecem Educação, com crescimento de 6,22%, Despesas Pessoais, com avanço de 5,87%, e Saúde e Cuidados Pessoais, com alta de 5,59%. Juntos, esses quatro grupos responderam por cerca de 64% do resultado acumulado do ano passado.
Mais da metade dos 30 itens que mais encareceram em 2025 são alimentos, como café moído, com alta de 35,65%, pimentão, com avanço de 30,93%, e peixe pintado, com crescimento de 30,86%.
Por outro lado, os alimentos também dominam a lista de maiores quedas de preços em 2025. Na liderança, está o abacate, que recuou 42,02%. No ano anterior, o produto havia figurado no topo entre os itens que mais encareceram, com alta de 174,67%.
Na sequência aparecem dois alimentos básicos da dieta brasileira: feijão preto, com queda de 32,38%, e arroz, com recuo de 26,56%. O feijão-fradinho também figura entre os itens em queda, ocupando a 11ª posição, com redução de 14,43%.