O Ibovespa recuava nesta quarta-feira, após renovar máximas na véspera, com bancos entre as maiores pressões negativas, tendo no radar resultado do Santander Brasil no último trimestre do ano passado.
Às 12h04, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuava 1,48%, a 182.929,04 pontos. O volume financeiro somava R$7,08 bilhões.
Na véspera, o Ibovespa ultrapassou os 187 mil pontos no melhor momento pela primeira vez na sua história, mas reduziu a alta durante a sessão, fechando a 185.674,43 pontos.
De acordo com a equipe da Ágora Investimentos, sinais de exaustão já começam a surgir, como observado no comportamento do Ibovespa no pregão da véspera, embora ainda tenha encerrado o dia, novamente, em máxima histórica.
Ainda assim análise gráfica da corretora pontua que o Ibovespa ter fechado acima da região dos 185 mil pontos sugere que o mercado ainda encontra demanda relevante.
DESTAQUES
- ITAÚ UNIBANCO PN recuava 2,08% antes da divulgação do balanço após o fechamento, acompanhado dos pares BRADESCO PN, que caía 2,4%, e BANCO DO BRASIL ON, que cedia 1,95%. SANTANDER BRASIL UNIT cedia 1,28%, reduzindo as perdas, com agentes analisando o balanço divulgado mais cedo, com lucro de R$4 bilhões. Também no radar está a notícia de que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) fechou acordos com Itaú, Santander e Citi que resultaram no pagamento de aproximadamente R$2,4 bilhões em tributos nas últimas semanas, no âmbito de um programa criado para estimular a resolução de disputas tributárias com a União.
- PETROBRAS ON cedia 0,37%, em pregão com variação modesta dos preços do petróleo no exterior, onde o barril do Brent subia 0,36%.
- VALE ON mostrava decréscimo de 0,52%, tendo de pano de fundo também uma oscilação pequena no contrato de minério de ferro futuro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian, na China.
- TOTVS ON caía 8,26%, ampliando a perda desde a véspera, após anunciar na segunda-feira à noite que a multinacional latino-americana de tecnologia financeira Evertec fechou a compra da joint-venture Dimensa, formada a partir de ativos da Totvs e B3, por R$950 milhões. Na terça-feira, as ações fecharam em queda de mais de 3%.
- HYPERA ON perdia 5,7%, após a farmacêutica anunciar na véspera que seu conselho de administração aprovou aumento de capital de até R$1,5 bilhão. A operação se dará por meio da subscrição privada de até 70,6 milhões de ações ordinárias, a um preço de R$21,25 por papel. Na terça-feira, as ações fecharam a R$25,63.
- WEG ON recuava 3,46%, com noticiário sobre a companhia trazendo anúncio de nova fábrica para produzir sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS na sigla em inglês) em Itajaí (SC). A nova planta irá ampliar a capacidade produtiva da WEG em sistemas BESS para até 2 gigawatts-hora (GWh) ao ano.