Ibovespa reduz perdas com petrolíferas freando efeito de tensão geopolítica

2 mar 2026 - 10h57
(atualizado às 12h59)

O Ibovespa afastava-se das mínimas da sessão nesta segunda-feira, ‌flertando com o sinal positivo no melhor momento, amparado principalmente pelo desempenho robusto de petrolíferas, incluindo a blue chip Petrobras, em dia de alta forte do petróleo no exterior com aumento das tensões no Oriente Médio.

Por volta de 12h45, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, tinha variação negativa de 0,29%, a 188.232,29 pontos, após recuar a 186.637,98 pontos na mínima mais cedo. Na máxima até o momento, chegou a 188.962,63 pontos (+0,9%). O volume financeiro ⁠somava R$12,7 bilhões.

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Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no fim de semana, com Teerã respondendo com mísseis ‌contra Israel e países vizinhos do Golfo, desencadeando aversão a risco global. O conflito interrompeu o transporte marítimo no crucial Estreito de Ormuz, fazendo os preços do petróleo dispararem.

Analistas têm destacado que a principal incerteza envolvendo ‌o conflito reside na sua duração e intensidade.

Wall Street reagia de ‌forma comedida à escalada da tensão no Oriente Médio, com o S&P 500 em queda de apenas ⁠0,29%. Na Europa, o STOXX 600 perdia 1,77%.

Março também começa na bolsa paulista após mais um desempenho mensal positivo do Ibovespa, com ganho de 4% em fevereiro, novamente apoiado pelo fluxo de capital externo, que até o dia 26 mostrava um saldo positivo de R$16 bilhões no mês passado.

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Estrategistas da XP revisaram o valor justo que enxergam para o Ibovespa para 196 mil pontos no final do ano, de 190 mil pontos antes, citando a ‌queda dos juros reais longos em fevereiro, bem como seu cenário otimista para o índice no final de 2026 ‌para 242 mil pontos (de 235 mil).

No curto ⁠prazo, porém, Fernando Ferreira ⁠e equipe destacaram que o índice de Sentimento XP segue em níveis de "otimismo extremo" em 100 (de 0 a 100), "o que normalmente ⁠indica potencial para uma realização/correção".

DESTAQUES

- PETROBRAS PN disparava 4,22%, impulsionada pelo ‌comportamento do petróleo no exterior, onde ‌o barril sob o contrato Brent saltava 7,82%, a US$78,57. PETROBRAS ON valorizava-se 4,1%, tendo ainda no radar o balanço do último trimestre do ano passado da petrolífera na quinta-feira, após o fechamento do mercado.

- PRIO ON avançava 5,16%, acompanhada também por BRAVA ON, com elevação de 3,33%, e PETRORECONCAVO ON, com ⁠acréscimo de 1,87%, embaladas pelo movimento dos preços do petróleo no exterior.

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- B3 ON valorizava-se 1,45%, também oferecendo um contrapeso relevante. Analistas do Itaú BBA reiteraram recomendação de "outperform" para as ações e elevaram o preço-alvo para os papéis a R$22, de R$17 antes.

- VALE ON cedia 0,87%, mesmo com a alta dos preços futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado ‌em Dalian encerrou o pregão diurno com alta de 0,87%.

- ITAÚ UNIBANCO PN caía 1,76% e BRADESCO PN perdia 0,47%, afetados pelo movimento vendedor com o ambiente mais negativo no exterior, que colocava os bancos do ⁠Ibovespa como um todo no vermelho. BANCO DO BRASIL ON recuava 0,33%, SANTANDER BRASIL UNIT cedia 0,45% e BTG PACTUAL UNIT caía 1,4%.

- MAGAZINE LUIZA ON recuava 3,21%, em meio ao forte avanço nas taxas dos contratos de DI, também pressionadas pela escalada nas tensões no Oriente Médio, o que reverberava negativamente em papéis sensíveis a juros. O índice do setor de consumo mostrava declínio de 1,36%.

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- MRV&CO ON cedia 2,73%, também minada pelo efeito do conflito no Oriente Médio sobre as taxas dos DIs e no apetite a risco como um todo. O índice do setor imobiliário registrava baixa de 1,57%.

- BRASKEM PNA caía 2,61%, tendo ainda de pano de fundo prévia operacional da petroquímica no quarto trimestre do ano passado, com queda nas vendas de resinas e principais químicos no Brasil sobre um ano antes. Os números publicados na sexta-feira, após o fechamento, também mostraram queda na taxa de utilização das centrais petroquímicas da companhia no país.

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