Espaço vira "campo de batalha" em meio à disputa militar por órbitas, diz CEO da SES

2 mar 2026 - 15h21

O espaço tornou-se uma zona ‌de guerra que exige domínio militar em todas as órbitas, afirmou nesta segunda-feira o CEO da SES, enquanto as ações da operadora de satélites subiam 4% após os resultados anuais, refletindo uma recuperação mais ampla dos papéis ligados à defesa na ⁠Europa em meio ao crescente conflito no Oriente Médio.

O foco ‌dos investidores do setor em sistemas de defesa antimísseis com base no espaço, caso da iniciativa Domo de Ouro ‌do presidente dos Estados Unidos, Donald ‌Trump, deve provavelmente se intensificar à medida que o conflito ⁠se alarga, avaliaram analistas do Citi em uma nota.

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A chave para esses sistemas militares em rápida evolução é o compartilhamento de inteligência em tempo real entre as unidades de defesa, disse o CEO da SES, Adel Al-Saleh, durante uma teleconferência após a divulgação ‌dos resultados.

Al-Saleh citou como exemplo o porta-aviões nuclear francês Charles ‌de Gaulle, que no ⁠ano passado liderou ⁠uma missão com diversas embarcações no Oceano Pacífico, utilizando as redes de ⁠satélites da SES.

"O espaço ‌é agora um domínio ‌de combate", disse Al-Saleh a investidores, afirmando que as forças armadas agora atribuem importância às capacidades espaciais semelhante à dispensada à superioridade aérea, ao poder naval ou à segurança ⁠cibernética.

O trunfo da SES: oferecer "fatias" de rede soberana onde os governos têm controle total, disse ele, acrescentando que esse serviço atende ao crescente apetite da Europa por autonomia.

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"Há uma aceleração em todas as nações ‌ao redor do mundo, especialmente nos Estados Unidos e na União Europeia, para desenvolver essas capacidades em escala", disse Al-Saleh.

Segundo ⁠ele, a Europa está tratando o espaço como essencial para as metas de gastos da Otan, parte das quais advém da capacidade de construir capacidades de defesa independentes.

"A perspectiva é positiva e é acelerada com os conflitos", disse Al-Saleh, embora tenha acrescentado que, mesmo sem conflitos, o desenvolvimento de capacidades soberanas já era uma prioridade para muitos países.

A SES planeja uma integração vertical agressiva para "assumir o controle de algumas das cadeias de suprimentos que são críticas para a inovação", apostando no uso dual ao desenvolver satélites que combinam capacidades militares e comerciais, disse.

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